Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

12 de agosto de 2020

É  tão  antiga essa minha vocação para amar a Natureza que acredito ter nascido com ela.
Minha mãe  conta que ainda criança  eu sempre escolhia  e sinalizava gostar mais de lugares que me oferecessem a oportunidade de estar perto de flores, de rios, pedras e animais em nossos passeios.  Com um pouco mais de idade  ja começava  a desenhar flores, matas etc., de uma forma muito particular e testando cores que pareciam me fascinar.  Hoje aos sessenta e cinco anos de idade ainda me encanto e uso da fotografia para registrar e guardar comigo os momentos e- monumentos- da natureza, (pois para mim uma simples árvore  é  um monumento). Elas me trazem alegria, confortam meu coração , acalmam e enriquecem meu olhar.
 A felicidade  está    próxima de nós na simplicidade da Natureza.
Lourdinha Vilela.

  
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19 de abril de 2020

COM HONRAS

  • O extremo de mim
Com suas garras
Busca os mais recônditos acordes
Do meu ser
E se expõe na canção
Que mais parecem pingos de chuva
Assim não mais posso conter
Lágrimas no meu rosto
Que ora chora
A dor do mundo
Minúsculo invasor
Que a Terra parou
Minha voz mais grave,
Outrora ressonante,
Hoje prende
O desalento
Grito flutuante
Ofegante Pátria amada,
Mãe ameaçada
Sua prole isolada
Insegura e Camuflada
Nas máscaras
As falsas verdades
De inimigos mutantes.

Adaptação:
Que 
Hernani Vilela e
Lourdinha Vilela.

15 de abril de 2020

O extremo de mim
Com suas garras
Busca os mais recônditos acordes
Do  meu ser
E se expõe na canção
Que mais parecem pingos de chuva
E não mais posso conter
Lágrimas  no meu rosto
Que chora
A dor do mundo
.
Lourdinha Vilela.

15 de fevereiro de 2020



...Por que essa dor,
 dói,
Sem esconder o sorriso,
Dor de inferno e paraíso,
Que só  mãe  sabe onde dói .
É  dor da saudade
Do longe-perto.
Não  há  distâncias,
Nem abismo,
É  dor do ciúme,
Da lida que descontinuou,
Do cheiro do berço  e do ninho
Que se dispersou
É  dor da ausência
Do filho caçula  que se casou.

Lourdinha Vilela.

2 de fevereiro de 2020


Imagem da Internet

Não há  lugar este, que o meu olhar possa encontrar, que   não  o encontrou  antes a poesia. Essa transborda na altivez  da Natureza  onde  Deus descansa meus olhos e eles buscam docemente a figura da flor, presa à  fresta das pedras respingadas, na imensidão  da cachoeira.
 A palavra pulsa na garganta mas o poema se faz mudo reverenciando a paz.
Algumas formigas vorazes se acumulam sobre minhas botas e me fazem acordar do delírio  de versos que jamais escrevi.
Lourdinha Vilela.