Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

19 de abril de 2020

COM HONRAS

  • O extremo de mim
Com suas garras
Busca os mais recônditos acordes
Do meu ser
E se expõe na canção
Que mais parecem pingos de chuva
Assim não mais posso conter
Lágrimas no meu rosto
Que ora chora
A dor do mundo
Minúsculo invasor
Que a Terra parou
Minha voz mais grave,
Outrora ressonante,
Hoje prende
O desalento
Grito flutuante
Ofegante Pátria amada,
Mãe ameaçada
Sua prole isolada
Insegura e Camuflada
Nas máscaras
As falsas verdades
De inimigos mutantes.

Adaptação:
Que 
Hernani Vilela e
Lourdinha Vilela.

15 de abril de 2020

O extremo de mim
Com suas garras
Busca os mais recônditos acordes
Do  meu ser
E se expõe na canção
Que mais parecem pingos de chuva
E não mais posso conter
Lágrimas  no meu rosto
Que chora
A dor do mundo
.
Lourdinha Vilela.

15 de fevereiro de 2020



...Por que essa dor,
 dói,
Sem esconder o sorriso,
Dor de inferno e paraíso,
Que só  mãe  sabe onde dói .
É  dor da saudade
Do longe-perto.
Não  há  distâncias,
Nem abismo,
É  dor do ciúme,
Da lida que descontinuou,
Do cheiro do berço  e do ninho
Que se dispersou
É  dor da ausência
Do filho caçula  que se casou.

Lourdinha Vilela.

2 de fevereiro de 2020


Imagem da Internet

Não há  lugar este, que o meu olhar possa encontrar, que   não  o encontrou  antes a poesia. Essa transborda na altivez  da Natureza  onde  Deus descansa meus olhos e eles buscam docemente a figura da flor, presa à  fresta das pedras respingadas, na imensidão  da cachoeira.
 A palavra pulsa na garganta mas o poema se faz mudo reverenciando a paz.
Algumas formigas vorazes se acumulam sobre minhas botas e me fazem acordar do delírio  de versos que jamais escrevi.
Lourdinha Vilela.

8 de dezembro de 2019

Outro dia me lembrei de uma certa caixa de lápis-de-cor. Algo de mágico  acontecia comigo ao vê-la. Eram 36 cores.
 Foi a minha melhor descoberta naquela época .  Eu me lembro do seu zelo com seus pertences , ela ficava bem guardada na sua escrivaninha e eu decorava o jeito que você  deixava tudo para não  se aborrecer comigo por mexer nas suas coisas. Mas era só  aquela caixa que me interessava ,ou melhor, me encantava uma vez que eu só  conhecia as cores primárias. Ao abri-la, abriam-se também  um leque de sonhos. Algumas vezes eu a retirava de lá   para colocar no papel  toda a minha vontade de pintar. E eu devia ter gritado bem alto o meu desejo de estudar Artes Plásticas mas me calei, parecia um sonho impossível por conta da nossa condição  financeira naquela época. Daí  surgiram meus primeiros desenhos.

O princípio de tudo, pode ter seu começo em lugares recônditos dentro de nós. Hoje eu descobri esse cantinho dentro da minha memória e está  tão saudoso no meu coração  que resolvi te contar. Saudade da nossa juventude meu irmão  querido.
Lourdinha Vilela.
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