Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

1 de maio de 2018

Por vezes a saudade me toma de assalto,
E volto à morada da nossa juventude
Onde o esperar era palpitante e tão alto
Que até as nuvens perdiam a quietude.

Na ânsia de te ver chegar,
 Mil vezes ia à janela,
Vestida  pra dançar
Só pra ouvir de você, que eu era a mais bela

Não sabia das suas mentiras
Tão pouco das suas verdades
Queria ser feliz, sonhar e acreditar,
Andar de mãos dadas, sob as luzes da cidade.

A primavera trazia as flores
O verão, sorvetes e afins
No outono caíamos de amores
No inverno!  A sua jaqueta jeans...

Hoje sobre nossos olhos negros,
Nuvens repousam... -Calma e harmonia
Dentro de nós palpitam ainda segredos e a alegria
De quando esse grande amor  nascia.

Lourdinha Vilela



16 de abril de 2018

As canções que mais gostamos de ouvir
são como borboletas esvoaçantes
estas, sobrevoam as flores,
retirando delas o pólen,
aquelas, suavemente tomam nosso coração
e retiram dele os mais ternos sentimentos.
Se acaso as canções fossem seres vivos,
haveria aí uma perfeita simbiose,
pois elas grudam em nossa alma
e se tornam eternas,
fecundam nossos sonhos e,
suavemente voamos,
como as borboletas,
plainamos aqui e ali sobre nossa própria  história de vida. 
Flores de hoje,
serão nossas lembranças no amanhã.

Lourdinha Vilela
16.04.18









13 de abril de 2018



Um olhar orvalhado
e os riscos das lágrimas traçando caminhos no rosto
desmontando horas de maquiagem,
denunciavam algo,
Sim,
era a saudade!
aquela que chegava sempre 
ao ouvir
a canção...


4 de março de 2018

             
 Imagem da Internet

O   extremo de mim,
 com suas garras 
 busca os  mais recônditos acordes
do meu ser e os expõe  
na canção contida em notas
 que mais parecem pingos 
de chuva,  e não mais posso esconder
´Lágrimas no meu rosto.

Lourdinha Vilela.





3 de dezembro de 2017

Verdade


Retorno ao contorno dos tempos,
das ilusões  azuis,
das alusões à razão do nosso sorriso,
 pois todos sabiam  ou pensavam saber 
os porques,
 porquê ele estava em mim
e estava em você.
E era verdade a nossa verdade,
quando até hoje  passeia  pela cidade,
de mãos dadas,
esse amor,
 que flui assim. 
Tão sereno agora,
 no nosso seguir juntos 
relâmpagos sem tempestade,
clareira é o nosso amor.
As sombras não mais nos assombram,
 os cuidados sim.
O amor cuida do amor,
para ficar assim protegido
sem laço, porém entrelaçado
Até - não- chegar  ao fim.

Lourdinha Vilela