Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

15 de fevereiro de 2017



CONTRADIÇÃO
Lourdinha Vilela

Para que não mais, sejam mutiladas,
Para que não chorem a própria seiva
a derramar,
Para que não sejam rebaixadas
à superfície do solo,
Para que ainda abriguem pássaros
e os sonhos de brincar,
Para que dancem  altivas,
mesmo que serenas,  ao toque do vento,
é que me  ponho  no altar e rezo
Genuflexa,
sobre a fração nobre, moldada e estendida
de um jacarandá







JACARANDÁ
Árvore de porte médio, que atinge cerca de 15 metros. De copa rala, arredondada a irregular, folhagem delicada, é uma árvore decídua a semi-decídua. Seu caule, 30 a 40 cm de diâmetro, é um pouco retorcido, com casca clara e lisa quando jovem, que gradativamente vai se tornando áspera e escura com a idade. Suas folhas, que medem 40 cm de comprimento, são opostas e bipinadas, compostas por 25 a 30 pares de pequenos folíolos ovais delicados, de coloração verde-clara acinzentada, e se concentram na extremidade dos ramos. No inverno, o jacarandá-mimoso perde suas folhas, que dão lugar às flores na primavera. Suas flores são duráveis, perfumadas e grandes, de coloração azul ou arroxeada, em forma de trompete e arranjadas em inflorescências do tipo panícula. A floração se estende por toda a primavera e início do verão. Os frutos surgem no outono, são lenhosos, deiscentes e contém numerosas e pequenas sementes. O fruto é cápsula lenhosa, muito dura, oval, achatada, com numerosas sementes.

Nativa da Argentina, Peru e Sul do Brasil.
Espécie pioneira, ocorre nos estados de São Paulo e Minas Gerais, nas formações florestais do Complexo Atlântico, como nos brejos de  altitude do Nordeste do país . Pode ocorrer também em formações de cerrado, também na região Nordeste.
Fonte Wikipédia




27 de dezembro de 2016






                                                                 imagem da Internet.

Natal
Ano Novo
Férias
Viagens
A propósito
"Elas"
Sempre são,
Responsabilizadas
Pelo excesso de bagagens.
É que,,
"Eles"
Não entendem
Que  mulheres
Dentro de suas bolsas
Carregam também
Seus próprios sonhos.

Lourdinha Vilela

24 de dezembro de 2016

Historinha para Boi dormir.




  Uma  menina conversava alegremente com  o pai, enquanto  esse procurava no livro em suas mãos alguma bela história de NATAL   para contar  para a filha.
O livro era bem antigo e tinha uma linguagem  um pouco ultrapassada,  e ele teria que substituir palavras para que ela pudesse entender.  Daí veio a vontade de perguntar a filha quais eram as palavras que por algum motivo ela gostasse mais.
A menina pensou  em  todas as palavras  que de uma certa forma mexiam   e  se torciam  dentro do seu coração por diversos significados , sentimentos, presença, lembrança, afetos mil e até por simplesmente gostar.
Enfim ela começou a falar ;
- As primeiras, talvez as menores de todas , porém uma imensidão
 - Mãe.
- Deus.
-Pas – sarinho –  
 Na terceira, a menina criou  um certo suspense até completar a palavra . O  pai com certeza  no instante em que  pronunciou  a primeira sílaba pensou  - Ela vai dizer , pai.  Até se decepcionar   quando a palavra  foi totalmente dita.
-Olhou –a  bastante surpreso , balançou a cabeça e pediu que continuasse .Daí veio uma chuva de palavras.
-Árvore, ,Orvalho, sol, Montanha, Lua, Luar, crespúsculo. – É crepúsculo- interrompeu o pai. – E continuou:- Rio, riacho, Céu, mar, estrela,  escola, pão, café, boneca, salgadinho, pipoca,sorvete, etc.
- Ah.- Disse ela-   Ia me esquecendo  de falar do Papai Noel.
Está bem filha. Disse-se lhe o pai, encantado com  a  simplicidade e inocência da menina, que parecia rabiscar   o chão com o próprio olhar.
-Um dia minha filha,   irá conhecer palavras e mais palavras que você não tem  ideia  da quantidade, da diversidade , do simbolismo. O mundo é feito de palavras e significados, e através delas, a gente se transforma em um imenso dicionário.   Algumas vezes elas poderão ser  doces, noutras poderão te ferir e magoar , noutras poderão te  emocinar, e te levar a querer conhecer mais e mais palavras.
- Porém... Estou um pouquinho só, triste com você!
- Por que papai - perguntou a garota
Você pronunciou tantas palavras, mas faltou uma.  - Pai!
- Ou será que você não gosta do seu pai, ou quem sabe você se esqueceu mesmo?
-Não papai . - disse a menina. Eu eu não me esqueci não e acabei de falar.
 -Papai Noel.
-Ou você pensa que eu já não sei quem ele é .
- Abraçou o pai  e disse – Ele é você papai.
 -Feliz Natal .

Lourdinha Vilela.




18 de dezembro de 2016

21 de novembro de 2016



O meu olhar atento
segue e cerca passarinhos,
para que eu possa
aprender deles,
bem de pertinho,
voos  de  liberdade.

Lourdinha Vilela.