Tentei segurar o tempo,
as cordas ruíram,
o tempo não parou.
Cordas de vento.
Num olhar de nuvens,
embaçada vidraça,
olhos desmaiados,
vida que segue espelhada.
Projetos de mim
reluzem no espelho
conquistas e sonhos
que ainda ponteio.
A juventude dobrando a esquina,
Um rastro de relva fresca,
é a busca constante.
Dentro, saudade gigantesca,
nessa minha casa
cultivando flores e amores
pela gente que segue,
como eu, entre rumores...
batidas mais calmas
dos nossos corações,
porque o tempo não para
enquanto não envelhecemos a alma.
Lourdinha Vilela
04 de outubro de 20l8


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