Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

4 de novembro de 2018

Eu e o tempo



Tentei segurar o tempo,
as cordas ruíram,
 o tempo não parou.
Cordas de vento.
Num olhar de nuvens,
embaçada vidraça,
olhos desmaiados,
vida que segue  espelhada.
Projetos de mim
reluzem no espelho
conquistas e sonhos 
que ainda ponteio.
A juventude dobrando a esquina,
Um rastro de relva fresca,
é a busca constante.
Dentro,  saudade  gigantesca,
nessa minha casa
cultivando flores e amores
pela gente que segue,
como eu, entre rumores...
batidas mais calmas
dos nossos corações,
porque o tempo não para
enquanto não envelhecemos a alma.

Lourdinha Vilela
 04 de outubro de 20l8
  


















18 de outubro de 2018

Nuvem de cores

Eu,
torço e retorço
cansaço  e esforço
mais uma volta
ao mundo  dos tortos
sonhos  meus
Sem retorno
e tão morno
tropeço
nos nãos...
Caio no poço
da desilusão.
E a nuvem,
poeira do circo,
narcisismo súbito
 do meu  coração
se desfaz em cores
vestes de palhaço
 jogadas ao chão.

 Lourdinha Vilela








6 de agosto de 2018

Âncora.

Imagem da Internet.

Reeditando


Se eu estivesse imune à saudade,
não teria este coração pesado,
 nem estes olhos molhados
  ou estas tantas inverdades
quando invento a felicidade.
 Voaria  novos horizontes,
 se meus braços fossem asas,
 eu seria um pássaro
e alcançaria
 a fonte da esperança.
Meus braços porém
são como âncoras
que permanecem  no cais
 das minhas lembranças.
 Neste mar,
que não  encontrei rumo
e nem rima,
 a saudade
 é que faz refrão,
na canção do sempre,
Nidificada em meu coração

Lú Vilela

Imagem da Internet












19 comentários:

28 de julho de 2018

                                                               
Foto Lú Vilela



O tempo passa
a gente não vê
 é água de rio
a correr
Segure o tempo
em suas mãos.
não se afogue na lida. 
Seja como uma pedra
que bloqueia o seu curso
 retenha  sedimentos
carregados de vida.
Aflitos por viver
perdemos o essencial 
a vida a florescer.
 Não vemos
quanto do melhor
 podemos ter.
Que graça teríamos
se  nascêssemos  prontos.
Cultive sorrisos
para agradecer.
Olha a flor no jardim,
o passarinho, passageiro
do céu azul.
Já parou hoje para olhar  o céu? 
E se houver
 nuvens estranhas,
 pesadas e escuras,
elas carregam
a beleza da chuva.
Tome um banho de chuva
lave sua tez laboriosa
inquietante de ansiedade
e o seu pensamento que nega
 a própria felicidade...
Correndo para o sucesso,
 atrás  dos  aplausos  de aprovação,
como se  permeassem a nossa sustentação,
temos apenas a felicidade entre parentese:
 Ilusão
Para que correr.
Pise no chão de pés descalços,
reconheça  seu próprio chão.
Ame esse ser amado,
 que é você.

Lú Vilela.



















25 de julho de 2018

                                                                   Imagem da Internete
                                                                       Desconheço o autor
                                                                  .


Já não sei do  ser eu
Sem o ser seu.
Louca confusão
Essa eterna fusão
.
Lourdinha Vilela