Eu,
torço e retorço
cansaço e esforço
mais uma volta
ao mundo dos tortos
sonhos meus
Sem retorno
e tão morno
tropeço
nos nãos...
Caio no poço
da desilusão.
E a nuvem,
poeira do circo,
narcisismo súbito
do meu coração
se desfaz em cores
vestes de palhaço
jogadas ao chão.
Lourdinha Vilela
18 de outubro de 2018
6 de agosto de 2018
Âncora.
Imagem da Internet.
Reeditando
Se eu estivesse imune à saudade,
não teria este coração pesado,
nem estes olhos molhados
ou estas tantas inverdades
quando invento a felicidade.
Voaria novos horizontes,
se meus braços fossem asas,
eu seria um pássaro
e alcançaria
a fonte da esperança.
a fonte da esperança.
Meus braços porém
são como âncoras
que permanecem no cais
das minhas lembranças.
Neste mar,
que não encontrei rumo
e nem rima,
a saudade
é que faz refrão,
na canção do sempre,
Nidificada em meu coração
Lú Vilela
Imagem da Internet
Imagem da Internet
28 de julho de 2018
Foto Lú Vilela
O tempo passa
a gente não vê
é água de rio
a correr
Segure o tempo
em suas mãos.
não se afogue na lida.
Seja como uma pedra
que bloqueia o seu curso
retenha sedimentos
carregados de vida.
Aflitos por viver
perdemos o essencial
a vida a florescer.
Não vemos
quanto do melhor
podemos ter.
Que graça teríamos
se nascêssemos prontos.
Cultive sorrisos
para agradecer.
Olha a flor no jardim,
o passarinho, passageiro
do céu azul.
Já parou hoje para olhar o céu?
E se houver
nuvens estranhas,
pesadas e escuras,
elas carregam
a beleza da chuva.
Tome um banho de chuva
lave sua tez laboriosa
inquietante de ansiedade
e o seu pensamento que nega
a própria felicidade...
Correndo para o sucesso,
atrás dos aplausos de aprovação,
como se permeassem a nossa sustentação,
temos apenas a felicidade entre parentese:
Ilusão
Para que correr.
Pise no chão de pés descalços,
reconheça seu próprio chão.
Ame esse ser amado,
que é você.
Lú Vilela.
25 de julho de 2018
14 de julho de 2018
Ponte
Vladmir Volegov
Tenho poemas inacabados
desbotados em folhas
brancas
que falam de amar e de mar.
Tenho missões a cumprir.
Tenho sorrisos esperando
o tempo de explodir.
Tenho lágrimas
que insistem meu rosto molhar,
pois ainda choram
dentro de mim.
O começo está ligado ao fim
na extensão dos dias.
Há uma ponte -Nova e antiga ponte,
que liga tenras idades matinais
ao envelhecer das
tardes
e me devolve a mim mesma,
por mais que eu tenha sonhado,
crescido, aprendido,
que me encontre ou me sinta perdida
entre flores azuis ou de Gris,
certezas e ambiguidades...
É uma ponte!
Essa saudade.
Lourdinha Vilela.
certezas e ambiguidades...
É uma ponte!
Essa saudade.
Lourdinha Vilela.
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