Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

28 de julho de 2018

                                                               
Foto Lú Vilela



O tempo passa
a gente não vê
 é água de rio
a correr
Segure o tempo
em suas mãos.
não se afogue na lida. 
Seja como uma pedra
que bloqueia o seu curso
 retenha  sedimentos
carregados de vida.
Aflitos por viver
perdemos o essencial 
a vida a florescer.
 Não vemos
quanto do melhor
 podemos ter.
Que graça teríamos
se  nascêssemos  prontos.
Cultive sorrisos
para agradecer.
Olha a flor no jardim,
o passarinho, passageiro
do céu azul.
Já parou hoje para olhar  o céu? 
E se houver
 nuvens estranhas,
 pesadas e escuras,
elas carregam
a beleza da chuva.
Tome um banho de chuva
lave sua tez laboriosa
inquietante de ansiedade
e o seu pensamento que nega
 a própria felicidade...
Correndo para o sucesso,
 atrás  dos  aplausos  de aprovação,
como se  permeassem a nossa sustentação,
temos apenas a felicidade entre parentese:
 Ilusão
Para que correr.
Pise no chão de pés descalços,
reconheça  seu próprio chão.
Ame esse ser amado,
 que é você.

Lú Vilela.



















25 de julho de 2018

                                                                   Imagem da Internete
                                                                       Desconheço o autor
                                                                  .


Já não sei do  ser eu
Sem o ser seu.
Louca confusão
Essa eterna fusão
.
Lourdinha Vilela




14 de julho de 2018

Ponte









                                                 
                                                         Vladmir Volegov



Tenho poemas inacabados
desbotados em folhas  brancas
que falam de amar e de mar.
Tenho missões a cumprir.
Tenho sorrisos esperando
o tempo de explodir.
Tenho lágrimas
que insistem  meu rosto molhar,
pois ainda  choram dentro de mim.
O começo está ligado ao fim
na extensão dos dias.
Há uma ponte  -Nova e antiga ponte,
que liga tenras idades matinais
ao envelhecer  das tardes
e me devolve a mim mesma,
por mais que eu tenha sonhado,
crescido, aprendido,
que me encontre ou me sinta perdida
entre flores azuis   ou de Gris, 
certezas e ambiguidades...
É uma ponte!
Essa  saudade.

Lourdinha Vilela.




 
                     

4 de julho de 2018

Onda

Imagem da Internet


Tu vens como a onda
E se entrega
 à praia do meu amor
a  tua espera.
Dispersas-se
 desapareces  em segundos
E o teu beijo molhado deixa
 a certeza
de que em breve voltarás.

Lú Vilela.

12 de junho de 2018

O meu amor sabe


Reeditando.

Sabe dos galhos entrelaçados das árvores,
 Abraço e abrigo.
 Nos entrecortados das matas,
 Sabe dos ninhos escondidos
Feitos fio a fio pelos passarinhos.
Sabe das estações,
 De suas cores,
 Seus tons, calores,
 Arrepios do  frio,
cobertores primaveris
 o solo  de flores.
Secas plantações.
Da Cheia das águas,
Das mágoas
Das orações.
Sabe ler as horas pela sombra do sol.
Sabe o barulho dos bichos
 E se não é bicho, cuidado é preciso ter.
 Sabe com Deus o dia  tecer.
Sabe dos rios, dos barcos, dos peixes, das iscas,
De saciar a fome.
E para a minha emoção,
Da minúscula flor, sabe o  nome,
 Dos tamarineiros, dos figos, das laranjeiras,
 Aboboreiras  bordando o chão.
Espuma de sapos.
Canto das cigarras.
Das tanajuras,
o voo nupcial.
 Das madrugadas
Ao nascer do sol,
O arrebol.
 Acordar com o relógio dos galos no quintal.
Da lanterna dos pirilampos,
Faiscando na escuridão.
Sabe do luar,
 Clareira para sonhar,
 Viola para acompanhar.
Prelúdio  de amar.
E quando meu coração
 Aporta
Na enseada da solidão,
Sabe da canção
 E diz
Que é para me fazer feliz.

Lourdinha Vilela