Não sabia o que o seu olhar queria me dizer,
Ao menos não entendia ser, o que eu quisesse
ouvir .
Ele era de poucas palavras,
E quando elas acendiam seu olhar
Eram sempre sinônimos do medo,
Da insegurança de quem conhecia o mundo
Da insegurança de quem conhecia o mundo
Pela própria dor,
Apenas queriam me defender dos dissabores da vida.
Apenas queriam me defender dos dissabores da vida.
O seu abraço, sempre tardio, vinha
E eu escutava o seu pedido de desculpas
De
certa forma me sentia protegida.
Hoje sou capaz de entender ,
Cada gesto,
palavra e até o seu olhar
O seu abraço perfuma minha memória.
É dele que eu me recordo mais.
Hoje sei que o amor é a razão dos sentidos
Obrigada Pai.
A imagem é daqui.
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