Imagem da Internet
Perto da minha casa,
Aqui no bairro,
Tem um comércio bom!
Tem farmácia, tem padaria,
Lotérica e um mercadinho.
Mas se tem uma lojinha
Que me encanta
é o tal do armarinho;
Nem tão grande , nem pequeno
Do tamanho de um ninho,
Pois lá cabem sonhos
para sonhar bem miudinho;
Lantejoulas, lãs e linhas
Fitas, carretéis,
Lápis preto e coloridos
Uma grandeza em papéis
Tintas , pincéis e telas
Material escolar
Apontador, borracha, cartões
Bonecas de pano e bisqui,
Tesoura, alicate, pinça
Agulhas, e botões.
Bijuteria barata,
Banhada com cara de festa,
Plásticos a mil
Agendas, carretilhas ,caixinhas
Bateria pro celular
Etc.
Coisinhas para o Natal
Dia das mães e São João
Fantasias para o carnaval
Um mundo de trecos
Para o artesão;
E a se precisar
Trocar o botão do jeans...
É assim.
Um tudo de tudo, tem!
Se você pensou em alguma coisa
Pode contar, tem também
Um estande na entrada,
Mesa guarnecida,
Louça de porcelana branca
Te convidam para um café.
Mas não pense que é de graça,
A Dona esperta é,,
Se comprar alguma coisa
E mostrar o comprovante
Logo te servirão
um café espumante.
Vai açúcar ou adoçante?
Queijos presunto e mortadela.
Tudo pra chamar clientela,
Sequilhos de polvilho
Com recheio de goiabada.
Tem tapioca quentinha,
Mas o dono da padaria
Não está gostando de nada.
Ah!! Se eu ganhasse um milhão,
Faria uma proposta
E compraria
O Armarinho da Conçeição.
Lourdinha Vilela
12 de julho de 2017
19 de junho de 2017
Sol de inverno. Chegando
O sol e eu
O Sol
Astro Rei-na no meu coração.
Enamorado da lua, ofusca-me
na
contraluz do
seu raiar
Ainda assim,
o sigo
a buscar sob
densa névoa,
quando de mim se esconde
e reaparece, aqui e acolá.
Não vê que espero no seu abraço,
aquecer-me do frio intenso
e
penso... no sol do meio dia,
cascata de orvalho
nas folhas, que decidiram ficar
agarradas aos galhos,
do outono a zombar.
A tardinha porém,
irei encontrar,
um sol soberano
ainda a brilhar.
No horizonte
tons de rosa e lilás.
Dourados nos meus cabelos,
que levo comigo
até a noite chegar.
Ciúmes da lua
tímida no céu
a nos espiar.
Lourdinha Vilela
30 de maio de 2017
Na paz da poesia
Imagem da Internet.
Reeditando
Reeditando
Ando encontrando espaços dentro de mim.
Estão lá guardando coisas, memórias e sonhos.
-Uma guerreira encarando frente a frente
traumas adolescentes.
No campo minado quer explodir agora.
Explosão do que feriu. Meu coração Escarlate.
-Há bálsamos com grande poder de cura
Um declinar de sol se despedindo, vibrante porém,
aquecendo ainda. É o meu olhar maduro.
E misturando tudo...
E misturando tudo...
-Suspiros em sinfonia inspirando um norte de essências,
prelúdio da doce inocência.
-Sou eu vestida de branco. Na paz da poesia.
prelúdio da doce inocência.
-Sou eu vestida de branco. Na paz da poesia.
Se pareço criança, que eu seja então sempre criança.
E que me embale os braços das ilusões.
Lourdinha Vilela
13 de maio de 2017
Coisas para te dizer
A sua voz agora rouca,
muitas vezes baixinha
E mesmo assim,
ainda é, como o declínio do sol,
Um ocaso de infinita beleza
pois soa tão forte e brilha dentro de mim...
E eu quero mãe,
sempre te ouvir,
para aprender de você
coisas
que um milhão de mundos
não saberiam me dizer
Lourdinha Vilela.
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