28 de março de 2017
15 de fevereiro de 2017
Lourdinha Vilela
Para que não mais, sejam mutiladas,
Para que não chorem a própria seiva
a derramar,
Para que não sejam rebaixadas
à superfície do solo,
Para que ainda abriguem pássaros
e os sonhos de brincar,
Para que dancem altivas,
mesmo que serenas, ao toque do vento,
é que me ponho no altar e rezo
Genuflexa,
sobre a fração nobre, moldada e estendida
de um jacarandá
JACARANDÁ
Árvore de porte médio, que atinge cerca de 15 metros. De copa rala, arredondada a irregular, folhagem delicada, é uma árvore decídua a semi-decídua. Seu caule, 30 a 40 cm de diâmetro, é um pouco retorcido, com casca clara e lisa quando jovem, que gradativamente vai se tornando áspera e escura com a idade. Suas folhas, que medem 40 cm de comprimento, são opostas e bipinadas, compostas por 25 a 30 pares de pequenos folíolos ovais delicados, de coloração verde-clara acinzentada, e se concentram na extremidade dos ramos. No inverno, o jacarandá-mimoso perde suas folhas, que dão lugar às flores na primavera. Suas flores são duráveis, perfumadas e grandes, de coloração azul ou arroxeada, em forma de trompete e arranjadas em inflorescências do tipo panícula. A floração se estende por toda a primavera e início do verão. Os frutos surgem no outono, são lenhosos, deiscentes e contém numerosas e pequenas sementes. O fruto é cápsula lenhosa, muito dura, oval, achatada, com numerosas sementes.
Nativa da Argentina, Peru e Sul do Brasil.
Espécie pioneira, ocorre nos estados de São Paulo e Minas Gerais, nas formações florestais do Complexo Atlântico, como nos brejos de altitude do Nordeste do país . Pode ocorrer também em formações de cerrado, também na região Nordeste.
Fonte Wikipédia
Fonte Wikipédia
27 de dezembro de 2016
24 de dezembro de 2016
Historinha para Boi dormir.
Uma menina conversava
alegremente com o pai, enquanto esse procurava no livro em suas mãos alguma
bela história de NATAL para
contar para a filha.
O livro era bem antigo e tinha uma linguagem um pouco ultrapassada, e ele teria que substituir palavras para que
ela pudesse entender. Daí veio a vontade
de perguntar a filha quais eram as palavras que por algum motivo ela gostasse
mais.
A menina pensou em
todas as palavras que de uma certa
forma mexiam e se torciam
dentro do seu coração por diversos significados , sentimentos, presença,
lembrança, afetos mil e até por simplesmente gostar.
- As primeiras, talvez as menores de todas , porém uma
imensidão
- Mãe.
- Deus.
-Pas – sarinho –
Na terceira, a menina
criou um certo suspense até completar a
palavra . O pai com certeza no instante em que pronunciou a primeira sílaba pensou - Ela vai dizer ,
pai. Até se decepcionar quando a palavra foi totalmente dita.
-Olhou –a bastante
surpreso , balançou a cabeça e pediu que continuasse .Daí veio uma chuva de
palavras.
-Árvore, ,Orvalho, sol, Montanha, Lua, Luar, crespúsculo. –
É crepúsculo- interrompeu o pai. – E continuou:- Rio, riacho, Céu, mar,
estrela, escola, pão, café, boneca,
salgadinho, pipoca,sorvete, etc.
- Ah.- Disse ela- Ia me esquecendo de falar do Papai Noel.
Está bem filha. Disse-se lhe o pai, encantado com a
simplicidade e inocência da menina, que parecia rabiscar o chão com o próprio olhar.
-Um dia minha filha, irá conhecer palavras e mais palavras que
você não tem ideia da quantidade, da diversidade , do
simbolismo. O mundo é feito de palavras e significados, e através delas, a gente
se transforma em um imenso dicionário. Algumas vezes elas poderão ser doces, noutras poderão te ferir e magoar ,
noutras poderão te emocinar, e te levar
a querer conhecer mais e mais palavras.
- Porém... Estou um pouquinho só, triste com você!
- Por que papai - perguntou a garota
Você pronunciou tantas palavras, mas faltou uma. - Pai!
- Ou será que você não gosta do seu pai, ou quem sabe você se
esqueceu mesmo?
-Não papai . - disse a menina. Eu eu não me esqueci não e acabei de falar.
-Papai
Noel.
-Ou você pensa que eu já não sei quem ele é .
- Abraçou o pai e
disse – Ele é você papai.
-Feliz Natal .
Lourdinha Vilela.
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