Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

7 de maio de 2016

Ostra



Imagem da Internet

Só você mãe

Que jeito de ostra tem
Suave molusco-músculo
O teu coração quando vem
E abre-se ao lodo que rejeitas
que te enodoa,
porém...
sem rancor
da dor que recebes
E que te magoa
surgem pérolas
de amor.
Oh! Mãe,
Que a seus filhos perdoa
Não viestes ao mar deste mundo
à toa.


Lourdinha Vilela

26 de abril de 2016

Descompasso




     Imagem da Internet.




                                                                     
Respiro um ar que sufoca
exprimo um ar de tonta
nessas horas tantas...
De que me entristeço,
de que males padeço,
que medo me espanca?
Não terminou a dança,
cresci no descompasso,
e ainda me sinto criança.
Não sei  que vento balança
no meu cabelo a trança,
Rapunzel!
na torre do céu,
distante
me alcance.

Lú Vilela

 Reeditando

7 de abril de 2016

Lágrima.


Foto Lú.

Meu coração deificado
acredita que tudo pode
  em -  sonhar.
E cria asas.
E se lança
 sem limites
ao topo  dos sentimentos
e de lá despenca
e se encolhe
e nada o acolhe
Senão a lágrima
no meu olhar.

Lourdinha Vilela

Reeditando

19 de março de 2016







 Amo Brasília
 Com seus caminhos úmidos,
 denunciando tudo o que aqui chora,
 o verde, o amarelo, o azul e o branco,
na Bandeira molhada
sob a chuva de agora.
 O céu sem desenhos  de anjinhos
 se  encontra nublado.
 Sobre  nervos acirrados
a chuva cai serena
 como   a  primeira, 
 sobre o cerrado
 quando arde queimado,
 porém,  mais um pouco  singra
para os gramados,
 expondo  a  beleza   do  “ verde”
 apesar das decepções,  dos ódios,  dos burburinhos

 que só revelam  as cinzas

Lourdinha Vilela



;Fotos Lu


Vejam em http://suaveenatural.blogspot.com.br/   SOB A FUMAÇA.

16 de março de 2016

Dois rios


Imagem da Internet.


Ah!
Essa vontade que as vezes vem,
de interromper
 o fluxo desse rio de latas  enfileiradas,
que me leva a lugar algum
além de tudo aquilo
que chamam progresso.

 Ingressa nesse mundo,
 estou,
em busca do capital, na Capital.
Melhor estaria no regresso
ao lugar das  minhas  recordações
entre a vegetação.
No rio de água pura
Infiltrar meu olhar cansado
e ver
o coletivo que me apraz,
peixes  enfileirados
 coloridos cintilantes
na minha mente refletindo
um pouco de paz,
enquanto o rio,
mansamente
o meu cansaço desfaz.

Lourdinha Vilela

Reeditando

Imagem da Internet