26 de abril de 2016
Descompasso
Imagem da Internet.
Respiro um ar que sufoca
exprimo um ar de tonta
nessas horas tantas...
De que me entristeço,
de que males padeço,
que medo me espanca?
Não terminou a dança,
cresci no descompasso,
e ainda me sinto criança.
Não sei que vento balança
no meu cabelo a trança,
Rapunzel!
na torre do céu,
distante
me alcance.
Lú Vilela
Reeditando
7 de abril de 2016
Lágrima.
Foto Lú.
Meu coração deificado
acredita que tudo pode
em - sonhar.
E cria asas.
E se lança
sem limites
ao topo dos sentimentos
sem limites
ao topo dos sentimentos
e de lá despenca
e se encolhe
e nada o acolhe
Senão a lágrima
no meu olhar.
Lourdinha Vilela
Reeditando
Lourdinha Vilela
Reeditando
19 de março de 2016
Amo Brasília
Com seus caminhos
úmidos,
denunciando tudo o
que aqui chora,
o verde, o amarelo, o
azul e o branco,
na Bandeira molhada
sob a chuva de agora.
O céu sem desenhos de anjinhos
se encontra nublado.
Sobre nervos acirrados
a chuva cai serena
como a primeira,
sobre o cerrado
quando arde queimado,
porém, mais um pouco
singra
para os gramados,
expondo a
beleza do “
verde”
apesar das decepções,
dos ódios, dos burburinhos
que só revelam as cinzas
Lourdinha Vilela
;Fotos Lu
Vejam em http://suaveenatural.blogspot.com.br/ SOB A FUMAÇA.
16 de março de 2016
Dois rios
Imagem da Internet.
Ah!
Essa vontade que as vezes vem,
de interromper
o fluxo desse rio de latas enfileiradas ,
que me leva a lugar algum
além de tudo aquilo
que chamam progresso.
Ingressa nesse mundo,
estou,
em busca do capital, na Capital.
Melhor estaria no regresso
ao lugar das minhas recordações
entre a vegetação.
No rio de água pura
Infiltrar meu olhar cansado
e ver
o coletivo que me apraz,
peixes enfileirados
coloridos cintilantes
na minha mente refletindo
um pouco de paz,
enquanto o rio,
mansamente
o meu cansaço desfaz.
Lourdinha Vilela
Lourdinha Vilela
Reeditando
Imagem da Internet
10 de março de 2016
A escritora
Imagem da Internet.
Ela
trouxe as flores e as colocou no vaso
sobre a mesa do computador - gostava de enfeitar
o quarto.
Uma rajada de vento levou a cortina para cima das flores enquanto escrevia. Fechou a janela quebrando um pouco os ruídos da rua. Ao fundo apenas a canção da” Katie”.
Uma rajada de vento levou a cortina para cima das flores enquanto escrevia. Fechou a janela quebrando um pouco os ruídos da rua. Ao fundo apenas a canção da” Katie”.
Escurecia aos poucos e logo ele entraria com dois cafés,
deixaria um perto dela, acariciaria seus
cabelos e o outro tomaria ele mesmo, recostado
às almofadas sobre a cama
do casal - Costumava fazer isso todas as tardes
Além da música, ouvia-se o ruído frenético do teclado no computador de Bia, que por vezes enviava um olhar para o marido como um apelo ou um pedido de desculpas, mas que mesmo assim o encantava - Como resistir àquele olhar?- pensava ele. Apesar da meia idade, permanecia bela, traços marcantes nos detalhes dos olhos, grandes e claros, de um azul quase céu, quase mar e assim era "céu e mar", onde um dia se encontraram pela primeira vez. Uma beleza singular, embora , muitas vezes ela dizia ser ele o único ainda a admirar. Permanecia emocionado sem contudo tirar sua atenção, protegendo o clima mágico e necessário para a conclusão do seu livro.
Além da música, ouvia-se o ruído frenético do teclado no computador de Bia, que por vezes enviava um olhar para o marido como um apelo ou um pedido de desculpas, mas que mesmo assim o encantava - Como resistir àquele olhar?- pensava ele. Apesar da meia idade, permanecia bela, traços marcantes nos detalhes dos olhos, grandes e claros, de um azul quase céu, quase mar e assim era "céu e mar", onde um dia se encontraram pela primeira vez. Uma beleza singular, embora , muitas vezes ela dizia ser ele o único ainda a admirar. Permanecia emocionado sem contudo tirar sua atenção, protegendo o clima mágico e necessário para a conclusão do seu livro.
Cochilava... Muitas vezes ele sentia
falta de um abraço, mas sabia esperar.
A sabedoria e o respeito por certo
compunham a base do grande
amor que sentia.
Depois de algumas horas, ela também exausta, deixando por terminar algum capítulo, fechava o computador sonolenta, para tornar-se a protagonista de um romance pleno," do livro que a vida escrevia".
Lourdinha Vilela
Katie Melua
Agradeço a minha neta Bia por digitar(Enquanto aguardo a cirurgia )
Não consigo encontrar o" travessão " no meu PC.
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