Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

9 de junho de 2015

Imagem da Internet. By Flávio  Brandão.


Não sei fazer queixas
Antes me calo
Deixo com o meu silêncio
A queixa a estampar
O tempo passa..
leva, conserta
e de volta
 Irá me encontrar
cantando nas manhãs
Nos campos de lá...
Eis a minha mágica
na tormenta atemporal 
A minha mania de pássaro
Quiçá
Um sabiá.

Lourdinha Vilela

5 de junho de 2015

O livro


Lá fora, a tarde
Se faz em cores tristes
O cinza desaponta
 O dia é preguiçoso 
Envolto em lã.
O livro guardado na estante à  espera
  De um leitor que lhe alcance 
 Lhe retire o pó
E  inicie a viagem por suas páginas primaveris
de sol dourado e romances calientes. 

Lourdinha Vilela




29 de maio de 2015

Vira-latas



Sustentada por velhos mourões
 A cerca era toda em arame farpado
várias carreiras  listravam a visão .
Mesmo assim, dois cãezinhos esguios
por ela entravam
atraídos pelo cheiro
da comida no fogão.
E na hora em que a família 
se reunia na varanda pra almoçar,
sempre, pra  eles sobrava 
um pouco de tudo, pra festejar.
Ora um osso de uma pobre galinha
ora angu de fubá,
mandioca bem fritinha, 
 e água da poça, quando chovia 
mas se a barriga estava cheiinha,
pra que reclamar!

Um dia uns homens vieram
pra  cerca derrubar
e os cãezinhos  espiavam surpresos
- Vai ficar mais fácil agora, 
nada de arames pra espetar.
E chegaram mais homens
mais tijolos, cimento
e pás.
Uma parede imensa crescia
para o roçado fechar.

Pobres cãezinhos famintos
agora se olhavam a pensar..
Melhor procurarmos outra roça.
Comidinha foi feita pra comer, 
não só para cheirar.

Lú Vilela

reeditando









26 de maio de 2015

Pelas ruas

                        Imagem da Internet                                


Imagino ao acaso um poema 


São tantas cenas...
Pessoas na rua.
nosso bom dia,
nosso descaso.
Tantos detalhes,
tudo fluindo e influindo
 positivamente ou não.
Olhares,
 sorrisos.

Hoje aqui estou,
de dentro do meu quintal,
olhando a  mesma rua
ora vestida de gente,
ora nua.

Vejo um menino
batendo de porta em porta.
Mendigando estava,
porém, ninguém o recebeu.
Sentou-se na calçada,
 seu olhar entristeceu.
Vejo um velho, quase sem os seus cabelos
 buscando um pouco de sol.
Um rapaz lavando  seu carro
-táxi.
Uma flor,
Dente - de –Leão
.
Janelas velhas, janelas novas.

Meu olhar e a poesia
 rua afora.
Mas é dia,
busco concentração.
Faço e desfaço versos.
Desisto então.

Cai a noite.
Ela,
é como um canteiro.
se acaso quero
um poema  criar,
e chega bem escura
é hora de semear.
Quando todos dormem
pareço despertar.
Vem a lembrança...
O rapaz do táxi,
poderia estar
recebendo um telefonema,
alguém pedindo urgência,
alguém precisando,
seu táxi usar,
e uma barriga imensa,
querendo se esvaziar.
O moço deixou seu trabalho,
para outro trabalho enfrentar
metade do carro,
ainda  por lavar.
Metade limpo, metade sujo,
assim como  no parto se fazia,
metade alegria
metade dor,
e por causa da correria,
a mangueira ligada ficou.
Para o menino pedinte;
A festinha!
Ladeira abaixo, a água escorria,
graminhas entre os meios-fios,
agradeciam.
E o menino sapateando o sol
que a água refletia.

Uma rajada de vento,
 levou a flor...
Centenas de pétalas minúsculas
para a cabeça do avô,
que nem sequer percebeu ,
que mais fios ganhou.

E eu 
por acaso a me encantar...
 A noite escura
agora,
começava
a clarear

por :Lourdinha Vilela

Queridos amigos , estou reeditando postagens pois minha mãe está precisando um pouco mais de cuidados,
logo estarei trazendo novas postagens, Peço que me desculpem aos poucos colocarei em dia  também, as minhas visitas. Uma excelente semana  a todos.



9 de maio de 2015

Esta imagem : Internet.

Eu quero um cantinho assim
para festejar a natureza.
Com vasinhos nos descanso das janelas
e florindo, as violetas, rosinhas brancas e amarelas.
Do artesanato da Vila, direto para o meu pomar,
uma casinha de passarinhos,
para acolher as avezinhas,
que queiram se aninhar.
Um pé de romã, outro de pitangas,
uma bananeira, outras laranjeiras.
Quem sabe uma estradinha,
para a gente caminhar, chegar até o rio...
Ai que vida Boa!! Sera?

Lú Vilela