Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

8 de abril de 2015


Do Paint- Lú Vilela


INTEIRO PARTIDO,
CORAÇÃO MAGOADO
 QUANDO ESTÁ,
PEDRA TRINCADA
 VESTÍGIOS
  CORRENTE, CORRENDO
VEIOS
ENVENENANDO VÍSCERAS
QUE ACOLHEM
EMOÇÕES.

Lourdinha Vilela


1 de abril de 2015

Ausências

Vladimir Volevog

Traço caminhos de volta

quando te vejo na trajetória

de planos passados.

Estás sempre lá...

 Complexo é conjugar

O verbo

 se não estás  presente,

como o  teu retrato  agora 

em minhas mãos está.

Estás sempre lá...

 No passado

Na história de teus pais,

Na tua própria história.

Ao mesmo tempo,

 és  presente,

e assim...

sempre  aqui estás.

 Não nasceu sol este,

que, se ao abrir a janela

 eu  não  vislumbrasse o seu rosto, filha

 nas flores  do nosso jardim.


                                                                Ausências formam imagens
                                                                         que são vistas apenas 
                                                                   pelo olhar de uma eterna saudade



Lourdinha Vilela

                                                  

                                                                    



                                                                            

 

25 de março de 2015

Sonhos perdidos

                                                                       Imagem da Internet



 Imponente, magistral ele se encontrava em frente uma das janelas.  Neste exato momento as cortinas pareciam dançar ao seu redor.

  Ao passar pela imensa sala da biblioteca eu o via.  Sem dúvidas ele exercia certo fascínio sobre mim. Quantas vezes entrei em busca de algum livro como desculpa para observá-lo de perto, encantada e curiosa, noutras, nos intervalos das aulas, ficava ali quieta apoiada ao portal da entrada com minha saia plissada e azul, dobrada na cintura, longe da inspetora, sim porque na entrada do colégio o comprimento das  saias  era fiscalizado atentamente por ela. A saia teria que ficar na altura da dobra dos joelhos, mas sempre dávamos um jeito de deixá-la mais curta, elegante e na moda. Bastava  o uso dos sapatos de marca muito conhecida na época,  luzindo de tanta graxa, item obrigatório no uniforme até mesmo para nós as meninas.  Eu o olhava longamente, impulsionada a dar alguns passos e ficar frente a frente com ele.   Seria maravilhoso, eu sabia que sim. Melhor ainda se pudesse tocar.   – Mas, e se chegasse alguém, o que aconteceria?  Que estranha paixão!  Os dias se passavam sem que eu tivesse coragem. 

Naquela tarde acontecia uma reunião entre diretores, professores e alunos, por conta da instalação das mesas de pingue-pongue que foram colocadas nas áreas de recreação do colégio. Essa iniciativa estava causando grandes problemas, visto que alguns alunos dispersavam-se das aulas, na verdade cabulavam aulas para não interromper o jogo, além das confusões em torno das partidas. Alguma coisa teria que mudar, muitos foram severamente punidos em detrimento das próprias notas mensais.   A tentativa da retirada das mesas causou grande polêmica.  Teriam que estabelecer novas regras para a permanência delas.

Num momento oportuno eu escapei como um peixe  do anzol.  Rapidamente alcancei o andar de cima.
Parei como o de sempre, na porta.  Ele continuava lá, Belo e altivo. Não podia crer que estivéssemos sós. Mais alguns passos e estava diante dele. Sentei-me à sua frente, mas meus pés ficaram pendurados. O banquinho estofado, de veludo era um pouco alto.  Estaria em mais vantagem se ficasse com os pés bem apoiados no piso, desci rapidamente.  Ele parecia sorrir para mim.
Lindos Dentes!

- Imaginei a cena: Agora eu trazia um Solitário no dedo médio sobre luvas, um vestido branco com bastante roda, ombreiras bem altas e um perfeito caimento sobre as minhas  meias delicadas e  brancas, sapatinho de tecido com pedrinhas, tudo igualzinho ao livro que li.

 Por falar em livros a minha única plateia era digna daquele momento e eu o dividi com Monteiro Lobato, Disney, Cecília Meireles, Machado de Assis, Cervantes e tantos mais, alguns grandes conhecidos e outros ainda não.
  
Levantei minhas mãos, como se aguardasse o Regente, abaixando-as em seguida no teclado. Suaves momentos ao deslizar meus pequenos dedos sobre ele, repleta de  encanto e felicidade.    Cada vez mais impulsionava minhas mãos que iam e voltavam, hora levemente, hora pesadas, buscando extrair ao máximo as notas que pareciam loucas  e que faziam soar muito alto  os  Mi- Dó- Ré- Lá- Fá-Sol –Dó,  Mi- Ré- Fá –Sol –Lá- Si- Mi, Dó- Mi- Ré- Si- Não sei  que notas eram, que canção sem ritmo, um amontoado de Dom, Dom , Dom , sei que me divertia muito  e mais uma vez,  Dó- Mi- Fá Ré  e  Lá ...Estavam eles, todos eles,  espremidos na porta:  A Diretora, o Vice, os Professores, Merendeiras, a Fiscal das saias. Pareciam   nervosos.  De repente parei. Não sabia se começava a sorrir ou chorar ou quem sabe saltasse pela janela e sumisse para que jamais fosse encontrada. O som frenético do piano deveria ter chegado rapidamente aos corredores, escadas e ao pátio.

Que culpa eu teria?  O piano magnífico foi colocado ali para as aulas de música desde o início do ano. Era uma promessa. Foi-nos apresentado com pompas, mas na verdade jamais tivemos acesso a ele e apenas nos traziam flautas das quais mesmo que fossem mágicas eu  não conseguiria tirar delas uma notinha se quer. Eu não me interessava pelas aulas de flauta eu sonhava com as aulas de piano.

 Uma voz estridente e nervosa estourou bem perto dos meus ouvidos que já se encontravam muito atordoados.

- O Show acabou mocinha!- Logo você a mais tímida e educada das nossas alunas... O elogio de nada adiantou, me aplicaram quatro dias de suspensão.

 Acabou o Show e também  o sonho.


Lourdinha Vilela.

Do You Tub
Valentina Lisitsa.

                                                      


  

19 de março de 2015

Clareando


                                                                     Foto Lú

A flor não percebe a tristeza
A flor não percebe  a dor
A flor não percebe a solidão
A flor não percebe as grandezas
A flor não percebe as lágrimas
A flor não percebe a ilusão
A flor não percebe a fraqueza
A flor não percebe as mágoas
A flor não percebe a humilhação
A flor não percebe a discriminação

A flor  percebe o  sol

Lourdinha Vilela

8 de março de 2015

Minhas primeiras   Aldravias.




violão
poema
solo
choro
sem 
lágrima.


Infinitamente



tudo 
é 
teu
 tu
 és
meu




asas 
das 
flores
borboletas
carregando 
pólen


Imagem da Internet





Foto Vanessa N.Vilela

Mar

amo 
tua 
voz
adoro
teu 
silêncio


Estive  lendo  e conhecendo sobre " Aldravias  "e  gostei muito dessa  forma de fazer poesia. 
Na verdade me encantei,  

Agradeço a Andreia  Donadon Leal pelos esclarecimentos sobre a poesia "Aldravias"



Leia Aqui-  http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/3797797

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/04/estilo-aldravista-usa-o-minimo-de-palavras-para-fazer-poesias.htmlhttp://

www.jornalaldrava.com.br/pag_aldravias.htm











4 de março de 2015

                                                                      Desenho no Paint - Lú Vilela


Sou rainha e soberana
da minha da minha própria vontade,
mas como já disseram:  
 A nossa vontade é o que mais nos escraviza!
Admito ser
 a mais dedicada súdita
 do meu amor por você.

Lourdinha Vilela



13 de fevereiro de 2015




imagem da Internet




O vento que passou
Norte a Sul
levou da flor
a pétala casta
sentimentos nobres
aprofundados no azul

Pulsante coração!
Ai de ti! Que andas vazio
da  inspiração.

Lú Vilela

17 de dezembro de 2014

LUZES




          Não soube  por quanto tempo  voou sobre  pinheiros alheios, como pássaro sem rumo  buscando algo que ficou  perdido  dentro dos olhos da  menina que um dia foi,   refletidos nas bolas coloridas do Natal,  até  entender  que muitas luzes artificiais ofuscavam o verdadeiro brilho que só encontrou na paz da simples floresta, que  na  noite se acende com a luz da  estrela do Amor Maior que chega.

Lourdinha Vilela


As imagens acima são reais, tiradas pelo artista  japonês Yume Cyan, mostrando trilhas  percorridas por vagalumes.
Daqui:http://thesecret.tv.br/2013/11/ensaio-fotografico-com-vagalumes-em-floresta-japao/




4 de dezembro de 2014

Simplicidade

imagem da internet



  Ela varria, descontraída. Na casa da fazenda quase todos ainda dormiam.  Neste momento passava tanta coisa por sua cabeça...
Sarah tinha agora catorze  anos.  Ali , era o  seu local de trabalho, onde ajudava a mãe nos seus afazeres e eram muito queridas pelos patrões.  Não tinha muito contato com a vida da cidade nem com as meninas de sua idade, a não ser quando ia à escola.  A casa muito grande,  consumia várias horas do seu dia nas tarefas  leves, mas constantes. Mesmo assim era o  lugar onde  costumava construir  seus sonhos, rodeada por muita beleza ,  desde a decoração luxuosa  do interior do casarão aos  jardins externos, tudo   muito  bem cuidado e  como agora, sonhava, varrendo os pedaços de papéis espalhados por todo o piso. Eram também fitinhas encaracoladas como seus cabelos, caixas  e caixas enfeitadas.  Detalhes da festa de aniversário da filha de sua patroa na noite anterior, no melhor clube da cidade.

Se os simples pedaços de papéis dourados, prateados e estampados com flores, já lhe encantavam quanto mais não a encantariam os presentes!

 Praticamente dançava com a vassoura, rodopiando e até cantando. Seria ela a princesa e a vassoura o príncipe?  Logo seu avental se transformou num lindo vestido branco, bem justo  com alças fininhas  e um pouco de brilho. A vassoura vestia um blazer  e tinha olhos de cristal.   A sala com enormes espelhos refletia o casal como um caleidoscópio, multiplicando seus gestos.  Ele (A vassoura), a conduziu para outro salão onde se encontravam inúmeros pacotes de presentes e ela começou a abrir um a um e em seguida dobrá-los numa completa loucura, encantada com tudo.
 - Sarah! Sarah! Ficou louca, ou continua sonhando? Disse Ana sem nada entender à garota.
 – Desculpe Aninha, estava apenas brincando um pouco. Sabe estava imaginando você dançando a valsa com seu pai na sua festa de quinze anos.  Deve ter sido tudo tão bonito! Sarah se desviou com essa    conversa para se desculpar por seus micos. 
-Sim foi muito bonito, e ele estava lá. Disse Ana.
-Quem seu pai?
-Não, o André, lembra que lhe falei?
- Sim disse Sarah. – E vocês dançaram muito? – Muito respondeu Ana. – Mas deixa para lá, depois te conto tudo.

-Ah!, vem aqui por favor.
  Ana virou-se para Sarah intrigada com o que viu antes. – O que você pretende fazer com todos esses papéis que dobrou e essas caixinhas?
Sarah meio desconfiada e sem graça, ria das perguntas. – Bem se você não se importar vou guardar, achei muito bonitas.  As caixinhas vão me servir para alguma coisa. São tão lindas! – Como você pôde jogá-las fora?
 Ana balançou a cabeça como se não acreditasse no que estava ouvindo.
-Olha essa aqui Ana, com esse laço maravilhoso é encantadora não podia desprezá-la assim .Sarah se sentia indignada.
-Você então precisa ver o que   traziam dentro delas, ganhei vários presentes maravilhosos. Disse  Ana. - E por falar nisso, espere um pouco que volto logo.

 E Ana saiu apressada.

Sarah aguardou a amiga imaginando o que poderia ser.
Rapidamente ela voltou com outra caixa na mão. –Toma é para você. Dirigindo-se a Sarah, com um sorriso aberto e feliz.
A garota  logo se deu conta de que era um aparelho Celular.
-Para mim?  –Não, não posso aceitar, o aniversário é seu e além do mais eu não pude te dar ao menos uma bijuteria, como posso aceitar . Disse Sarah ainda  surpresa .
- Olha na verdade eu ganhei mais de cinco desses de diversas marcas, não vai fazer falta alguma, e não se preocupe, pois a pessoa que me presenteou com esse aí,  a essa hora  está voando para bem longe,  e jamais vai saber disso.

 Sarah abraçou a amiga e patroa e em seguida a mesma passou a lhe explicar como usar.
Sarah naturalmente tinha um celular que não usava muito,  mas não como aquele de última geração.  Estava até meio tonta com tantos aplicativos como dizia Ana e tanta tecnologia.
Logo depois de um grande abraço de agradecimento, Sarah despediu-se da amiga que ia para a cidade.
 Sentou-se então no sofá e continuou apertando as teclas do celular testando o que lhe foi ensinado por Ana.
  Logo veio a visão de quando ela  desceu as escadas com a caixa na mão.   Pensou, nos celulares que a amiga ganhou,  pensou nas  próprias expectativas e refletiu:

 - Será que não existem mais caixinhas de música como aquelas com bailarinas?

Lourdinha Vilela.
                                                                                 

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1 de dezembro de 2014

Navegando



Sem rumores são feitos,
 os abalos que estremecem o coração.
 Avançam,  infiltram-se rasgando aos poucos,
 rompendo vasos, até que se derramem em lágrimas.
 Eis  então o rio  e se  afundam os barcos,
 navegantes da ilusão.

Lourdinha Vilela.




26 de novembro de 2014




Vem sonhar
Antes que o ocaso anuncie
o declinar do sol 
e anoiteça nossas vidas.
Podemos ainda espalhar nosso amor
cidade afora.
Nosso riso, preencherá  os espaços
entre nossos braços nas calçadas.
Com os pés descalços
percorreremos    alamedas  e  labirintos
desse chão de palavras  sussurradas. 
Vem sonhar
 Deus abraçou nossa prece
 e fez nosso amor eterno
Como a pureza do Altar.

Lourdinha Vilela


Imagem da Internet.



23 de novembro de 2014

Contramão.

                                                                     Imagem da Internet.

Estava assim oca de palavras
Seca de inspiração
Suas mãos oscilavam no teclado,
buscando o poema no cansaço do pensamento 
que se esquivava,
fugindo, fugindo...
Tentativas em vão.
Quem sabe se cansou dos  lamentos
E não mais se assumia assim, dorida.
Queria uma poesia nova que rompesse
 com o  estagnado passado
 de  guerras íntimas,
 de perdas e vitórias,
onde  floriu acompanhada , a solidão. 
Queria uma poesia que estreasse aplausos
Na contramão das suas próprias histórias.

Lourdinha Vilela.





19 de novembro de 2014

Imagem Paint. Lú.



Há sempre um pouco 
de quase tudo,
em um coração
em que se acredita 
haver quase nada.

Lourdinha Vilela.



10 de novembro de 2014


                                                                      Imagem da Internet.
Você era o carretel 
onde prendi fio a fio
os meus dourados cachinhos
e fomos mundo a fora
tecendo nosso ninho
Pena!!! agulhas oxidam-se....

Lourdinha Vilela.

30 de outubro de 2014


Imagem da Internet.

Já pensei em rasgar sua-minha Bandeira.
 Para que ouvisse minha voz,
gritei nas ruas.
Já que não  sentiu meu coração,
pensei em me anular
mas estarei lá,
Entre os cromossomos 
X e y em questão,
porque é melhor ser sal
E somar para um dos lados.

De que é feito o bem e o mal?

Na luta que continua,
nos meus versos e reversos,
sempre vou te amar

Brasil.

26 de outubro de 2014

Promessas, promessas, enganos e utopias

Há uma promessa.
Um País que pede socorro.
Dois salvadores e seus ideais.
A luta pela vitória.
Mas de quem e como será a vitória?
Uma vitória particular, uma vitória coletiva.
Há tempos um rei chamado Salomão decidiu uma questão:
Eram duas possíveis mães para um só bebê.
A verdadeira abriu mão de sua guarda,
em face de tê-lo dividido, porém sem vida.
Assim está o país, divido ao meio.
Mas buscando um bem comum.
Qual dos dois salvadores seria tão bom o bastante e capaz de abdicar do pretendido cargo em nome do bem estar de todos?
Qual reconheceria no outro as verdadeiras qualidades?
As melhores propostas?
E por que, então, em nome desses ideais não são somadas as forças?
Talvez porque não vejam o País como um filho,
a quem se dedica a própria vida.
Um amor verdadeiro que não se corrompe,
a quem não se subtrai.
Talvez os dois salvadores,
vejam o País apenas como um pai.
E que pai...
O Brasil.

19 de outubro de 2014


Acordei às oito
mas que já eram nove.
Domingo doido!


Oi pessoal, um Bom Domingo pra todos vocês. Aqui ainda estamos enfrentando muito calor, mas mesmo assim o Domingo está lindo e embora torcendo pra que a chuva venha logo  é mais um dia
maravilhoso abençoado pela vontade de Deus.

Um grande abraço.  

3 de outubro de 2014

Vermeer


Enquanto essa mulher do Rijksmuseum
com essa calma e concentração pintadas
continuar a verter, dia após dia
leite da jarra para a taça,
não merecerá o Mundo
o fim do mundo.

Wislawa Szymborsk
 Foi uma escritora polaca.
Poetisa, crítica literária e tradutora, viveu em Cracóvia, onde se formou em Filologia Polaca e Sociologia pela Universidade Jaguellonica. A sua extensa obra, traduzida em 36 línguas, foi caracterizada pela Academia de Estocolmo como «uma poesia que, com precisão irónica, permite que o contexto histórico e biológico se manifeste em fragmentos da realidade humana», tendo sido a poetisa definida, como «o Mozart da poesia»

fonte: Wikipédia.



24 de setembro de 2014

Morada


Moro em um lugar
Talvez a propósito
Pra  mim deixado
De alguém, e,  imagino quem
como legado.
Um lugar não sofisticado
Simples como um prado
Rústica luminária,
 porém,
 com o poder do clarão
que em mim se transforma
 então,
em força e coragem
Se acaso
 minha própria energia,
 se quer consumir.
Um lugar ensinado
Vivido  e vivente,
 assim
 a Deus temente
 E sob o Seu olhar sossegado,
 moro em mim.

Lourdinha Vilela