Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

23 de novembro de 2014

Contramão.

                                                                     Imagem da Internet.

Estava assim oca de palavras
Seca de inspiração
Suas mãos oscilavam no teclado,
buscando o poema no cansaço do pensamento 
que se esquivava,
fugindo, fugindo...
Tentativas em vão.
Quem sabe se cansou dos  lamentos
E não mais se assumia assim, dorida.
Queria uma poesia nova que rompesse
 com o  estagnado passado
 de  guerras íntimas,
 de perdas e vitórias,
onde  floriu acompanhada , a solidão. 
Queria uma poesia que estreasse aplausos
Na contramão das suas próprias histórias.

Lourdinha Vilela.





19 de novembro de 2014

Imagem Paint. Lú.



Há sempre um pouco 
de quase tudo,
em um coração
em que se acredita 
haver quase nada.

Lourdinha Vilela.



10 de novembro de 2014


                                                                      Imagem da Internet.
Você era o carretel 
onde prendi fio a fio
os meus dourados cachinhos
e fomos mundo a fora
tecendo nosso ninho
Pena!!! agulhas oxidam-se....

Lourdinha Vilela.

30 de outubro de 2014


Imagem da Internet.

Já pensei em rasgar sua-minha Bandeira.
 Para que ouvisse minha voz,
gritei nas ruas.
Já que não  sentiu meu coração,
pensei em me anular
mas estarei lá,
Entre os cromossomos 
X e y em questão,
porque é melhor ser sal
E somar para um dos lados.

De que é feito o bem e o mal?

Na luta que continua,
nos meus versos e reversos,
sempre vou te amar

Brasil.

26 de outubro de 2014

Promessas, promessas, enganos e utopias

Há uma promessa.
Um País que pede socorro.
Dois salvadores e seus ideais.
A luta pela vitória.
Mas de quem e como será a vitória?
Uma vitória particular, uma vitória coletiva.
Há tempos um rei chamado Salomão decidiu uma questão:
Eram duas possíveis mães para um só bebê.
A verdadeira abriu mão de sua guarda,
em face de tê-lo dividido, porém sem vida.
Assim está o país, divido ao meio.
Mas buscando um bem comum.
Qual dos dois salvadores seria tão bom o bastante e capaz de abdicar do pretendido cargo em nome do bem estar de todos?
Qual reconheceria no outro as verdadeiras qualidades?
As melhores propostas?
E por que, então, em nome desses ideais não são somadas as forças?
Talvez porque não vejam o País como um filho,
a quem se dedica a própria vida.
Um amor verdadeiro que não se corrompe,
a quem não se subtrai.
Talvez os dois salvadores,
vejam o País apenas como um pai.
E que pai...
O Brasil.