6 de outubro de 2014
3 de outubro de 2014
Vermeer
com essa calma e concentração pintadas
continuar a verter, dia após dia
leite da jarra para a taça,
não merecerá o Mundo
o fim do mundo.
Wislawa Szymborsk
Poetisa, crítica literária e tradutora, viveu em Cracóvia, onde se formou em Filologia Polaca e Sociologia pela Universidade Jaguellonica. A sua extensa obra, traduzida em 36 línguas, foi caracterizada pela Academia de Estocolmo como «uma poesia que, com precisão irónica, permite que o contexto histórico e biológico se manifeste em fragmentos da realidade humana», tendo sido a poetisa definida, como «o Mozart da poesia»
fonte: Wikipédia.
24 de setembro de 2014
Morada
Moro em um lugar
Talvez a propósito
Pra mim deixado
De alguém, e, imagino quem
como legado.
Um lugar não
sofisticado
Simples como um prado
Rústica luminária,
porém,
com o poder do clarão
que em mim se
transforma
então,
em força e coragem
Se acaso
minha própria energia,
se quer consumir.
Um lugar ensinado
Vivido e vivente,
assim
assim
a Deus temente
E sob o Seu olhar sossegado,
moro em mim.
Lourdinha Vilela
9 de setembro de 2014
Imagem da Internet
Ando encontrando espaços dentro de mim.
Estão lá guardando coisas, memórias e sonhos,
Uma guerreira encarando frente a frente
traumas adolescentes.
Num campo minado quer explodir agora.
Explosão que feriu. Meu coração escarlate.
-Há bálsamos com grande poder de cura.
Um declinar de sol se despedindo,vibrante porém,
aquecendo ainda. É o meu olhar maduro...-E misturando tudo...
Suspiros em sinfonia, inspirando um norte de essências,
prelúdio da doce inocência.
- Sou eu vestida de branco na paz da poesia,
Se pareço criança, que eu seja então criança e que me embale os braços das ilusões.
Lourdinha Vilela
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