Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

23 de julho de 2014

https://www.youtube.com/watch?v=h1PQxOX1q64

Linda esta música.É uma das que mais gosto do Legião Urbana

Vento no Litoral
Legião Urbana..

De tarde quero descansar,
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
Vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção

Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
E quando eu vejo o mar,
Existe algo que diz,
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem

Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?

- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Link: http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/vento-no-litoral.html#ixzz38IALUFZ0

21 de julho de 2014

Ciclos


Imagem da Internet



Chega as doze(horas)
fecha a escola
vem a bola
correr e suar...
Chega a noite
vem o banho
hora chata
a noite ingrata
quer descansar.
Chega os doze
vem os pêlos,
todos os zelos
tempo e
intento
namorar.
Hoje tem filme
corre pra lá.
Vem o beijo
e o ciúme
volta um só.
Geladeira
engordadeira
o sorvete e
a primeira   lágrima
 no sofá.



15 de julho de 2014

MIM-TI?





O que seria de ti
 sem mim...
 O que seria de mim
 sem ti...
Somos um só.
Sempre assim.
Sem você
 dá um nó,
é tão ruim!
Sem mim,
de você
tenho até dó.

Lú Vilela


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5 de julho de 2014

Quebra-Cabeça


Ele me ensinou a pescar e a limpar os peixes. Literalmente.
E na pescaria, para o almoço, ele trazia sardinhas e as assava na própria lata.
Dizia que os peixes pescados deveriam permanecer no sal para que ficassem mais saborosos.
Ele me prometia sempre uma bicicleta, porém jamais teve condições de me presentear...
Ele tinha uma Vespa, e carregava toda a família.
Ele tinha um casaco marrom de couro, bem surrado.
Ele tomava o café, como  fosse algo que lhe desse o maior prazer na vida, mesmo assim
 soprava a fumaça, sempre inquieto. Ele tinha olhos verdes que ficavam úmidos nesse
 momento...
 Mais um pouco de café! - Lançava mão à garrafa - Meia xícara apenas e mais fumaça e mais 
sopro e olhos úmidos. 
Uma vez ele me negou um pedido: Era o presente do meu amigo secreto num final de ano.
Sabia ser impossível atender  seus quatro filhos no mesmo pedido. Eu chorei o dia inteiro.
 Não quis assistir aula. Não falei com ele.
Naquele dia ele chorou comigo.  
- Eu já não sabia se ainda chorava por mim ou  por sentir pena dele.
Mais que o presente do amigo, valeu o abraço,  difícil, mas que as vezes acontecia.
Ele não raramente, se fechava como um caracol dentro dos seus pensamentos,
 indecifráveis para o meu entender. -  Eu eu queria tanto entender!
Ele  tinha momentos de largos sorrisos, e gargalhadas. 
Ele tinha momentos de outonos prolongados e cinzas.-  O que doía tanto? - Não soube.
Ele desmontava sua Vespa. Retirava peça por peça e as enumerava. Eu observa quieta ao seu 
 redor, enquanto acariciava meu cachorro.
 Era um daqueles momentos de íntimo outono. Ele não queria ninguém muito perto.
Imagina, se alguma  daquelas peças  se extraviasse e, ou ficasse fora de ordem . Era um quebra-cabeça.
Eu sentia que era. 
Parecia-lhe uma tarefa complicada descobrir  o defeito.
Algum tempo depois ele esboçava um sorriso no canto da boca.
Nesse momento eu poderia  me aproximar um pouco mais.
- Quando tudo estiver  pronto , vamos dar uma volta. - Falava  como quem me
 aprovasse  por não importuná-lo com  minhas inúmeras perguntas. Queria de alguma 
forma me compensar.
E eu só queria vê-lo feliz. 

Lourdinha Vilela 



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25 de junho de 2014

ÂNCORA

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Se eu estivesse imune à saudade, 
não teria este coração pesado,
nem estes olhos molhados
ou estas tantas inverdades
quando invento a felicidade.
Voaria novos horizontes
se meus braços fossem asas,
eu seria um pássaro
e alcançaria
a fonte da esperança.
Meus braços porém
são como âncoras
que permanecem no cais
das minhas lembranças.
Neste mar, 
que não encontrei rumo
e nem rima,
a saudade é que faz refrão
na canção do sempre´
nidificada em meu coração.

 Lú Vilela
Reeditando.