Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

27 de março de 2014

DETERMINISMO



Traduz para mim as palavras que não decifro
Que se misturam disléxicas no véu dessa penumbra
Acolhe os versos, secos e úmidos pelas lágrimas
 Que talvez reguem o amanhecer
Ah!  Doce e amarga ventura viver
O sopro
O pó
Tão distante, tão perto
Humanidade ameaçada.

Lourdinha Vilela







21 de março de 2014

Calmaria.

A quietude de agora
é apenas o reflexo do cansaço
que meu coração traz.
É impossível prescindir da luta.
Mas há de sempre acontecer
 em qualquer momento,
ou em qualquer chegada,
um abraço
para fazer alguém descansar.




20 de março de 2014

layla


AS VEZES ME PERCO
E O LABIRINTO É O MEU PRÓPRIO EU
 É MADRUGADA.
 BUSCO RESPOSTAS.
Há PERGUNTAS QUE NÃO CALAM
PORÉM, QUANDO CHEGA O DIA,
COMO ESTRELAS,
ESCONDEM-SE OU SE APAGAM,
VOLTAM NO SILÊNCIO DA NOITE,
VENCEM O SILÊNCIO DO MEU CORAÇÃO,
CONDUZEM-ME A UMA VIAJEM
QUASE UMA ORAÇÃO.
ORAÇÃO, POIS SÓ DEUS DARÁ
A RESPOSTA QUE PRECISO
PARA TRANSPOR OS MUROS
DE TODO O MEU EMPIRISMO.
AI DE MIM QUE SOU FRÁGIL
E NÃO POSSO ENTENDER
DAS COISAS DO PAI
QUE ME FAZEM QUERER
OLHAR PARA UM HORIZONTE LILÁS,
BUSCAR UM PEQUENINO AMOR,
UM ANJO QUE SE FOI TEMPOS ATRÁS
 FILTRAR AS DORES
TIRAR DELAS LIÇÕES, CRESCER, AMADURECER
AH! ESSES AMORES!
OLHO PARA O CÉU...
PAI ONDE ESTÁS?
ENSINA-ME ACEITAR
PRESENÇAS, AUSÊNCIAS
ENSINA-ME REZAR




Lourdinha Vilela.
Reeditado


17 de março de 2014

O antigo papel

                                                                    Imagem da Internet


Há momentos em que escrevemos
em papéis dourados,
papéis novos, esticados.
São alguns dos nossos sonhos realizados.
Há momentos em que precisamos
dos antigos e velhos 
papéis amassados.
A velha raiz onde escrevemos
os sonhos a serem conquistados.
Em nossas raízes (antigos papéis)
 estão tudo e todos
os que mais amamos,
Os que precisamos
para que palavras escritas, 
sejam palavras,
feitas com tinta
que jamais possam ser apagadas.




15 de março de 2014

Compondo palavras

Papas Stefanos



Era um burburinho,
uma inquietude.
Estalar de dedos.
Saltar os dormentes
nos trilhos luzentes.
Na porta das casas
brincando de roda
colar de gente.
Na noite o silêncio
O teu olhar
telhado cinzento.
Na boca
palavras pousando,
calmamente.
Palavras não ditas
Apenas escritas
Na ilusão
De quem sente.

Lourdinha  Vilela