Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

22 de fevereiro de 2014


Quase clara quase gema.
Por tanta beleza -Gema!
Que a natureza só fez trocar
apenas...

Reeditando

21 de fevereiro de 2014

Agora é só na torcida.


Não está valendo mais como participação do Concurso Semeando  Poesia.
Gostei tanto de brincar
que não quis parar de semear.

Quero desejar Boa Sorte à todos.

                                                         
                                                                                   

19 de fevereiro de 2014

Detalhes e retalhos.

Imagem da Internet 



Mary  encontrava-se entre bonecas e retalhos, estes, que sobravam dos recortes de tecidos que a tia transformava em lindas peças femininas e masculinas.
A menina parecia seguir os paços da tia que morava em sua casa com seus pais. Levava jeito pra costura, com uma pequena diferença, além de já ter aprendido a costurar, ela também desenhava os modelitos de suas bonecas e das amigas. Passava horas ali, toda folga corria para a máquina, e já tinha fama de ser a estilista do bairro. Transformava as bonecas em lindas personagens de acordo com o gosto de sua dona.  Sentia-se feliz ao ver o sorriso e o encantamento das amigas. Tudo era uma grande brincadeira.
Mary ainda não namorava. Aquele era um tempo em que a infância parecia se prolongar um pouco mais. Apesar das mudanças físicas, os sentimentos, pensamentos, sonhos  tudo o que povoa o coração e a mente de uma garota de 13 anos, pareciam ficar guardado ali dentro dela, que nem mesmo se abria com as amiguinhas de sua idade, tudo era tão proibido, contido e ao mesmo tempo vibrante e silencioso.
Cada retalho trazia um rosto e uma história pra contar.  Nas mãos de Mary, uma seda estampada, com muitas flores na cor rosa bem extravagante e chamativa, mas... _ Gosto é gosto. Pensava Mary, lembrando-se da moça de vestido curto que trabalhava na farmácia. Outro retalho era oposto ao anterior, um tecido na cor bege, um Brim acetinado, que se transformou em um terninho para a mãe da Celina, uma doce senhorinha. Muitos retalhos de Lese que era a febre nos vestidinhos para as crianças. Xadrez na camisa do Alex.  Em seguida encontrou um pedaço de Guipir que sobrou do vestido da Julia, a noiva mais linda que ela viu.
 O casamento que enfeitou de rosas aquela tarde de setembro, jamais saiu de suas lembranças, além da Ave Maria a canção escolhida para a entrada da noiva, enquanto sinos faziam o anúncio. Imaginou-se entrando naquela igreja no vestido de Julia e todos a admirando.
 Sua tia a partir desta data tornou-se uma costureira muito elogiada, pelo sucesso que fez o vestido.
 Mary procurava tecidos delicados para a blusinha da Lili, a bonequinha que pertencia à Sheila. Após elaborar os croquis que na verdade nem sabia ser este o nome dos seus desenhos (encantadores de bonecas) ela escolhia os retalhos que mais se adequavam ao modelo.  Suas mãos finas e delicadas atingiam o fundo do cesto e reviravam tudo até que de lá retirou um tecido fino de toque macio.  Surpresa sentia-se ao amolecer de repente, como se sentisse um que de não sei o que. Ela não entendia o que estava acontecendo, alem de recordar-se dos olhos azuis do Fábio, moço de rosto lindo, mais lindo que o vestido da Julia e também do dia em que ele entrou em sua casa, junto com a mãe, trazendo uma sacola com um tecido dentro.   Fábio deveria ter uns dezesseis anos, já o conhecia de passagem. -Em cidades pequenas e interioranas, todos se conhecem de alguma forma.   A Camisa que seria de mangas longas era para estrear em seu primeiro emprego, na Loja de tecidos do Sr. Salomão. Meio acanhado falou de alguns detalhes sobre o modelo da camisa. Tudo acertado despediram-se educadamente.
Com o tecido ainda nas mãos, Mary  recorda-se  do arrepio que sentiu quando Fábio passou novamente por ela e a olhou quase que ternamente...
 Separou o pedaço de tecido e o guardou delicadamente em uma caixinha de madeira, dessas que toda garota tem e guardam coisinhas que trazem significados e inúmeros sentidos, segredos, saudades, enigmas e outras preciosidades mais.
 O Tecido permaneceu na caixinha e o olhar de Fábio no coração de Mary com inúmeras possibilidades de um futuro promissor e um final feliz.  Imaginem...




Lourdinha Vilela.







16 de fevereiro de 2014





Esta é a minha participação no Concurso Cultural semeando Poesia;
Todos podem participar clique aqui
Vejam a seguir as regrinhas.




Regras:
Fazer uma poesia com 7 palavras, sendo uma delas a palavra Poeme-se;
O conjunto de palavras tem que rimar;
Pode ser ou não a composição acompanhada de um desenho feito a mão livre, pode ser escrita em um papel, na areia, em um cartaz, quadro de avisos, bordada em tecido, pintada, apenas digitada e publicada, o que cada um imaginar, produzir, fizer brotar;
A poesia na forma escolhida deve ser publicada e compartilhada, devendo o participante publicar a produção com o nome do Concurso e a descrição poética dele que consta aqui ou uma descrição personalizada;
O participante deve ainda deixar na postagem do Meu Blog e Eu ou na Fan Page da Poeme-se o link da publicação com sua participação.
Prazo e resultado:
Valem publicações do dia 10.02.2014 ao dia 20.02.2014.
O resultado será publicado e divulgado no dia 24.02.2014 no blog Meu Blog e Eu, pela Poeme-se e pelo Alexandre (Escrevendo e Semeando).
Premiação:
Um kit Poeme-se Escrevendo e Semeando
Publicação especial da criação pela Poeme-se e pelo Meu Blog e Eu.
Corre lá ainda dá tempo!!

15 de fevereiro de 2014

                                                                        Imagem da Internet


Lourdinha Vilela                                          

Livros são como pontes,
travessias encantadas
para novos horizontes.