Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

19 de novembro de 2013

Folclore


Imagem Lú (Paint)

Eram duas portas
 na porta,
da casa da minha avó.
Parecia duas portas
 a porta dividida ao meio
mas era uma porta só.
A cor era de um azul escuro...
pintada com tinta a óleo
 brilhava feito sol,
Contraste na parede branquinha,
Chapisco feito pelo marido da vizinha
 o Seu Zé da Filó.
Eu passava pela porta de baixo
as vezes pulava por cima
pra depois balançar na cortina
da porta ,da casa de minha avó.
Não entendia o por quê
de duas portas
numa porta só.
 Disseram que era
pra ser  ou ter
mais  uma janela...
Mas, se haviam tantas janelas,
na casa de minha avó!
É que no dia 06 de Janeiro
na Folia de Reis
cada um morador queria
ter uma janela
para si só.
Pra ver passar a Folia
da festa de Reis
que explodia
 em frente às janelas
 da casa de minha avó.
E as prendas iam e vinham
  Era uma gentileza só.
As mulheres 
recebiam uma rosa branca
colhida da roseira
que ficava ao pé da porta
que mais era
janela e porta
da casa de minha avó.

Todos os anos a roseira
Se cobria  de flor
Para esperar a Folia de Reis
Em frente á casa
 de minha avó
que também era a casa
do meu avô.

 Lourdinha Vilela








17 de novembro de 2013

Hier Encore- Charles Aznavour








http://www.youtube.com/watch?v=ZpLtJDxed5Q

Charles Aznavour é um cantor francês de origem armênia também letrista e ator. Alem de ser um dos mais populares e longevos cantores da França, ele é também um dos cantores franceses mais conhecidos no exterior.  Ele atuou em mais de 60 filmes, compôs cerca de 850 canções.(Fonte Wikipédia).


Desejo a todos um linda semana.

         
ALVORADA na

                                             Explanada dos Ministérios. Brasilia DF. (foto-Abril 20l3).                



Brasília
Por ti as vezes sorrio
as vezes choro
as vezes te odeio
as vezes te adoro
mas sei que te amo. 



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15 de novembro de 2013

Não


Tarde com chuva - Recados e Imagens para orkut, facebook, tumblr e hi5

Ela praticamente ordenou-lhe   que não   a procurasse, nem ao menos queria ouvir sua voz.  Era o fim de tantos finais.  Sentia-se  cansada. Voltou-se rapidamente soluçando, sem sequer ver  a lágrima que também molhava  o rosto dele. Entrou no carro e praticamente voou.

A noite chegou fria com a chuva que batia na vidraça. Ainda de roupão, ela folheava livros, revistas, beliscava uns petiscos, mudava o canal da TV insistentemente a cada minuto. Por vezes fixou o olhar no celular em cima de uma mesinha...E nada.

Lá pela madrugada o celular enfim a desperta. Ela que apenas cochilava, levanta-se  e segue atordoada em direção ao  aparelho, reconhece o número e o  deixa tocar várias vezes.
 - Que  insistisse.- Que sofresse!  Pensou. Seu sangue fervia...

Aproximou-se um pouco mais,  sentou-se ao lado da mesinha, cruzando e descruzando as pernas, suas mãos tremiam de ansiedade, pensou em atender e ao mesmo tempo não. Sempre diria um não. Esta seria a sua atitude de agora em diante. NÃO!  Não a si própria, não  àquele amor. 
Deixou que tocasse um pouco e mais um pouco...

 Foi a última chamada. Ficou mudo .O silêncio doía muito mais e a deixou com aquela dúvida infinita...
 Seria a saudade?

Lourdinha Vilela.

9 de novembro de 2013


Antes era  a pedra
 Gelo do inverno
Veio a poesia
  sol de verão
Derreteu o gelo
Nasceu o rio
Transbordou a emoção

Lourdinha Vilela.



6 de novembro de 2013

Olhares




Eu não sei escrever
Sei apenas o quanto gosto
o quanto a minha alma insiste, 
gera palavras,
função enigmática
sem preconceito,
sucumbindo a gramática,
quando estas parecem  nascer do meu olhar
e não da minha garganta,
que por vezes me espanta,
e as jogo no papel sem pensar.
Qualquer  situação, movimento ,
natureza, sentimento.
Lá estou eu a olhar, 
mais que sentir
Tudo a fluir
Junto letras,formo palavras pelo meu olhar.
Tudo depende do olhar ou da forma de  olhar,
Quando à olhar para dentro de mim!
Ou quando olhando o céu  vejo estrelas,
 ou não!
 Olhando o  menino correndo na rua.
Um aceno no portão.
 O lago  Paranoá,
 As cadeiras simetricamente dispostas
ao redor da mesa de jantar.
 O sofá na sala,
 E se o meu amor não está...
 Passarinhos, comendo alpiste.
 Olhar sereno de minha mãe,
  assegurado por  Deus  
em sua velhice.
Olhando as nuvens formando ETs.
 Na xícara o  café.
Uma imagem barroca,
Maria de Nazaré.
Olho o trânsito,
 O hospital,
 A roupa
 esquecida no varal.
Olho um colar sem brilhantes
Um livro de artes na estante
A força em muitos,
A fraqueza em tantos
As borboletas, quase não as vejo


 As flores, as que  mais desejo.
Tudo vive do primeiro olhar
 Tudo é viver a olhar,
Olhar é emoção
 Olhar um sorriso,
ou a lágrima  que não molhou o rosto
  inundou o coração.
Olhar alguém, e ver ninguém
 Olhar a cegueira de quem não sabe olhar,
ou prefere não olhar.   
Olhar meu filho,
ouvindo
 Nirvana,
 O Adágio de Beethoven 
Em Sonata ao luar.
 E tão breve assim
olho pra mim
que só quero olhar    
a noite vazia,
 pra fazer poesia
e a rima 
de  nascer o dia.
E novamente encontrar
O orvalho na janela
Embaçando o meu olhar

imagem da Internet


 Lourdinha Vilela
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