Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

6 de novembro de 2013

Olhares




Eu não sei escrever
Sei apenas o quanto gosto
o quanto a minha alma insiste, 
gera palavras,
função enigmática
sem preconceito,
sucumbindo a gramática,
quando estas parecem  nascer do meu olhar
e não da minha garganta,
que por vezes me espanta,
e as jogo no papel sem pensar.
Qualquer  situação, movimento ,
natureza, sentimento.
Lá estou eu a olhar, 
mais que sentir
Tudo a fluir
Junto letras,formo palavras pelo meu olhar.
Tudo depende do olhar ou da forma de  olhar,
Quando à olhar para dentro de mim!
Ou quando olhando o céu  vejo estrelas,
 ou não!
 Olhando o  menino correndo na rua.
Um aceno no portão.
 O lago  Paranoá,
 As cadeiras simetricamente dispostas
ao redor da mesa de jantar.
 O sofá na sala,
 E se o meu amor não está...
 Passarinhos, comendo alpiste.
 Olhar sereno de minha mãe,
  assegurado por  Deus  
em sua velhice.
Olhando as nuvens formando ETs.
 Na xícara o  café.
Uma imagem barroca,
Maria de Nazaré.
Olho o trânsito,
 O hospital,
 A roupa
 esquecida no varal.
Olho um colar sem brilhantes
Um livro de artes na estante
A força em muitos,
A fraqueza em tantos
As borboletas, quase não as vejo


 As flores, as que  mais desejo.
Tudo vive do primeiro olhar
 Tudo é viver a olhar,
Olhar é emoção
 Olhar um sorriso,
ou a lágrima  que não molhou o rosto
  inundou o coração.
Olhar alguém, e ver ninguém
 Olhar a cegueira de quem não sabe olhar,
ou prefere não olhar.   
Olhar meu filho,
ouvindo
 Nirvana,
 O Adágio de Beethoven 
Em Sonata ao luar.
 E tão breve assim
olho pra mim
que só quero olhar    
a noite vazia,
 pra fazer poesia
e a rima 
de  nascer o dia.
E novamente encontrar
O orvalho na janela
Embaçando o meu olhar

imagem da Internet


 Lourdinha Vilela
Re postagem




5 de novembro de 2013

Medos, meus medos.


imagem da internet


Não tenho medo de bruxas.
Não tenho medo das sombras
Que da luz se faz.
Tenho medo da rotina
Que com o amor não combina.
Tenho medo de lendas,
Tenho medo de cerveja
se por ela você me deixa.
Tenho medo de insetos
viscosos, inquietos,
escondidos em fendas.
Tenho medo da inveja.
Tenho medo de ficar surda 
e não mais ouvir Rock n' Roll
Tenho medo de  me sentir só
quando só não estou.
Tenho medo, do medo, 
De esquecer  quem eu sou

Lourdinha Vilela

1 de novembro de 2013

-CALEIDOSCÓPIO-


Trouxe pra vocês do Blog:
Sementes da Chica.

Achei simplesmente LINDO!

.



Sementes da Chica.

No caleidoscópio da vida, veja sempre uma forma de encontrar um pedacinho bem bonito ! !

Brinque com ele, transforme

Chica.




30 de outubro de 2013

Nas nuvens

 Imagem da Internet

Por vezes a saudade me toma de assalto,
E volto à morada da nossa juventude
Onde o esperar era palpitante e tão alto
Que até as nuvens perdiam a quietude.

Na ânsia de te ver chegar,
 Mil vezes ia à janela,
Vestida  pra dançar
Só pra ouvir de você, que eu era a mais bela

Não sabia das suas mentiras
Tão pouco das suas verdades
Queria ser feliz, sonhar e acreditar,
Andar de mãos dadas, sob as luzes da cidade.

A primavera trazia as flores
O verão, sorvetes e afins
No outono caíamos de amores
No inverno!  A sua jaqueta jeans...

Hoje sobre nossos olhos negros,
Nuvens repousam... -Calma e harmonia
Dentro de nós palpitam ainda os segredos
Que um grande amor, construíam

Lourdinha Vilela






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Na Roça
Vejam em www.suaveenatural.blogspot.com