Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

5 de novembro de 2013

Medos, meus medos.


imagem da internet


Não tenho medo de bruxas.
Não tenho medo das sombras
Que da luz se faz.
Tenho medo da rotina
Que com o amor não combina.
Tenho medo de lendas,
Tenho medo de cerveja
se por ela você me deixa.
Tenho medo de insetos
viscosos, inquietos,
escondidos em fendas.
Tenho medo da inveja.
Tenho medo de ficar surda 
e não mais ouvir Rock n' Roll
Tenho medo de  me sentir só
quando só não estou.
Tenho medo, do medo, 
De esquecer  quem eu sou

Lourdinha Vilela

1 de novembro de 2013

-CALEIDOSCÓPIO-


Trouxe pra vocês do Blog:
Sementes da Chica.

Achei simplesmente LINDO!

.



Sementes da Chica.

No caleidoscópio da vida, veja sempre uma forma de encontrar um pedacinho bem bonito ! !

Brinque com ele, transforme

Chica.




30 de outubro de 2013

Nas nuvens

 Imagem da Internet

Por vezes a saudade me toma de assalto,
E volto à morada da nossa juventude
Onde o esperar era palpitante e tão alto
Que até as nuvens perdiam a quietude.

Na ânsia de te ver chegar,
 Mil vezes ia à janela,
Vestida  pra dançar
Só pra ouvir de você, que eu era a mais bela

Não sabia das suas mentiras
Tão pouco das suas verdades
Queria ser feliz, sonhar e acreditar,
Andar de mãos dadas, sob as luzes da cidade.

A primavera trazia as flores
O verão, sorvetes e afins
No outono caíamos de amores
No inverno!  A sua jaqueta jeans...

Hoje sobre nossos olhos negros,
Nuvens repousam... -Calma e harmonia
Dentro de nós palpitam ainda os segredos
Que um grande amor, construíam

Lourdinha Vilela






Vejam também

Na Roça
Vejam em www.suaveenatural.blogspot.com

29 de outubro de 2013

Diálogos adolescentes e chocolate.



No pátio do colégio...

­
-Oi Elen, - Disse Jean à amiga
-Oi. - Elen cumprimentou-o com dois beijinhos.
-Preciso urgente de umas respostas. - Ele falou.
- Qual o nome da menina que se despediu de você agora? -Jean parecia eufórico.
- É a Layla
- Já sabia, mas queria confirmar, - Por que você não me apresentou? Estou louco para conhecê-la  melhor.
-Ela estava com pressa. Os pais vieram buscá-la. - Iam  se encontrar com os avós no aeroporto.
- Matando aula! -Disse Jean
- Vai perder as duas últimas aulas, mas pegou autorização e também, está passada nessas matérias. É super estudiosa. - Elen admirava a colega, sempre à frente dos outros alunos. Sabia ainda que a amiga nutria um certo interesse por Jean, porém pediu segredo.
- Por que você não foi atrás dela? Nunca foi de esperar!-
- Sei lá, ela me parece ser diferente das outras garotas. É séria, tímida, tenho que chegar com jeito. Fe falta coragem, é estranho.
-Ah! Tá. Faz de contas que eu acredito. -Elisa estava surpresa.

Layla era uma linda garota, olho e pele claro, cabelos longos com luzes, um corpo proporcional à sua altura. O Tipo que chama a atenção. Bastante tímida, em relação às garotas da sua idade, que não esperam para ver acontecer e literalmente se jogam para cima. Talvez seja este o motivo pelo qual Jean se encontrasse encantado com a menina. - O mistério à sua volta. -A sua personalidade diferenciada das demais. -Algo tão escasso nos dias atuais. Tudo isto deixava Jean intrigado, curioso, e quem sabe apaixonado.

-Fico meio preso quando a vejo. Ela pega o mesmo ônibus que eu no final da aula. Pela manhã, deve vir com o pai. - Eu não a vejo.
-É ela  ela mora no seu bairro. Mas estou te estranhando. - Elen  balançava a cabeça não entendendo mesmo a atitude de Jean que tinha fama de ganhar todas as garotas do colégio.
-Jean, é quase impossível acreditar nisto! Você se apaixonou...
- Tá  legal, mas não se preocupe, amanhã vou chegar junto. -Prometo. -----Na saída.
- Eu torço por vocês. Ela é muito legal- disse Elen batendo a mão no ombro de Jean.
- Mas me fala alguma coisa sobre ela... - Ele estava curioso.
-O que, por exemplo?- A amiga sentia a ansiedade de Jean...
-Fala dos gostos. -O que curte fazer, fala das músicas dos filmes.  Gosta de balada? -Estas coisas. -Me ajuda vai...
- Você ficou careta de repente Jean, está a fim mesmo da Layla, isto é inédito.
 -Bem, ela é Roqueira,
Jean interrompe - Nota-se pelas roupas.
-Parece até contraditório com o perfil suave que ela possui, - continua Elen, - mas curte rock, conhece todas as bandas. Tem coleções de CDs. –Outra coisa: É  chocólatra.
Jean corta a fala da amiga. – Chocólatra, - Que bom saber isto!
 -Gosta de ir a shows de rock, é claro, não gosta de balada.
 Elen continua, quando é interrompida pela sirene do colégio.
Hora de voltar para a sala de aula.
-Te vejo depois disse Jean, bem mais empolgado.

No dia seguinte, de volta pra casa, Jean quase perde o ônibus. Entra apressado e logo avista Layla nos primeiros bancos do lado da janela.
-Oi.  Falou ofegante.
Oi, Ela respondeu.
Posso me sentar? -Já se sentando ao seu lado.
- Claro.
 Layla respondeu, parecendo não dar importância à presença do colega, mas seu coração parecia a Bateria da Beija-Flor de Nilópolis,  ao entrar na avenida. - Conteve a emoção.
Jean respira fundo, tentando iniciar um papo.
-Você é amiga da Elen, não é? Estão sempre juntas...
-Sim. – E você também, - eu sei! Disse Layla, - Ainda trêmula.
- Eu a conheço desde o Ensino Fundamental.
- Que legal, disse layla, mais interessada agora.

Fazia muito calor. Layla tenta abrir a janela, que se encontrava emperrada. - Jean logo se oferece para abri-la, notando a dificuldade da garota. Debruçou-se sobre sua cabeça e sentiu sua blusa esbarrar no rosto de Layla, que sentiu certo arrepio.
O esforço foi inútil. E o calor aumentava à medida que o coletivo seguia pela avenida, cercada de lojas por um lado e residências por outro. Um pouco decepcionado Jean sentou-se novamente.
-Onde você mora exatamente? Perguntou ainda desconcertado.
- Em frente ao Shopping. - Respondeu
- E você?­
- Eu moro um pouco mais acima, perto do hospital.
- Bem mais distante. - Disse Layla.
O ônibus cortava a cidade Satélite de Norte a Sul.
Durante o trajeto, conversaram sobre vários assuntos pertinentes ao colégio, música, viagens, etc. - Sentiam-se muito à vontade, como que se conhecessem há tempos.
Layla ajeitou o material no colo, estava inquieta.
- Não sei se é porque estou com fome, mas estou sentindo um cheiro bom! -Parece  cheiro de chocolate. - Layla fez cara de fome.
-Sério? -Então feche os olhos, - Disse Jean, lembrando-se do chocolate que trazia no bolso.
- Não vai me dizer que você tem um chocolate?
-Feche os olhos. - Insistiu Jean.
Em seguida, puxa uma barra de chocolate do bolso.
-Agora pode abrir os olhos. – Disse Jean. – Em suas mãos, o chocolate derretia.
O papel havia se rasgado.
Os dois se desataram em risos, amenizando a situação desconfortante.
-Meio sem jeito ela perguntou. Há quanto tempo este chocolate está em seu bolso?
-Desde esta manhã. - Comprei especialmente para você.
-Como você soube? – Não precisa responder. – Foi a Elen,- tenho certeza!
-Quem sabe... -Mas você ainda quer este chocolate, mesmo assim derretendo?
- Claro, não consigo resistir, ainda mais com fome. - Os olhos de Layla brilhavam.
 Com as próprias mãos, ela retirou um pequeno pedaço que também começava a derreter. Ele fez o mesmo. -Sobrando um último pedaço.  Comeram igual criança, sujando a boca, mesmo porque não paravam de rir, chamando a atenção dos outros passageiros, na maioria, estudantes.
Jean então ofereceu o último pedaço e o levou até layla, aproximando as mãos de sua boca. A garota, tentando ajudá-lo, acabou por encostar as próprias mãos nas mãos dele. Ficaram muito próximos agora.
- Você é muito linda! - Falou baixinho. - Mesmo com todo este chocolate no rosto.  E de surpresa, - Layla ganhou um carinhoso beijo.
- Um beijo com sabor de chocolate.

Os aplausos que ressoaram dentro do ônibus, não impediram que Jean e Layla  ouvissem os sininhos.