Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

26 de outubro de 2013

Da submissão.

Imagem da Internet

O que pensar, senão os teus pensares?
O que sorrir, senão o riso largo na tua boca?
-Esta praia com as pedras cobertas pela areia branca!.
O que chorar, senão as tuas penas,
 quando te encontras no fundo de tua imensa tristeza.?
O que viver, senão o teu sopro, quando dizes que me ama?.
O que celebrar, senão  a tua vida...

Lourdinha Vilela





25 de outubro de 2013

Amor


Na face, a revelação!
A palidez denunciando o medo
O rubor explodindo os sentidos
Sem o véu da sensatez 
Esquecendo seus limites
Transformando-se 
Afrodite

 Lourdinha Vilela.


Imagem- Afrodite e Adônis
Pintura em óleo de Sidney Meteyard -l868 - 1947
Birmingham Art Gallery


Vejam- Agonia das Rosas
 em
http://suaveenatural.blogspot.com.br/





19 de outubro de 2013

Eternamente jovem


http://www.youtube.com/watch?v=EUKUMmM89IQ


Era uma sala com dois  ambientes,diferente das demais.  A decoração conservava ainda alguns traços da década de 60 .No piso tábua corrida que brilhava muito...- Eu conseguia ver o reflexo  dos móveis. Em um destes ambientes haviam duas poltronas em veludo vermelho e uma mesinha no centro.(Lindos móveis sobre  pés palito). Cortinas um pouco transparentes, pareciam Voil, não sei ao certo, sei que  podia  ver,  embaçadas, as flores no jardim. Num cantinho a Rádio Vitrola com o disco do Bob Dylan- Forever young
No outro espaço  encontrava-se  poltronas, tapete, e uma escrivaninha. Havia ainda uma estante embutida tomando uma parede e repleta de livros. Lugar de sonhar, esta sala, parecia a pele da minha própria vida, era o meu primeiro contato com o mundo, ali, estabeleci uma grande amizade com os livros e com a leitura. Encantada descobrindo horizontes, passava horas  presa àquela sala...
A primeira porta para  a minha  liberdade.

(A Vitrola, foi transformada em  outro móvel, após alguns anos)


Lourdinha Vilela

                                                                          

Abrigo


O que me prendeu a você
não foi apenas o seu olhar
furtando o meu olhar
muitas vezes esquivo
querendo não te olhar.
Não foi apenas o seu sorriso,
fazendo o meu sorriso despertar.
Não foram apenas suas mãos,
a me carregar
por um céu de nuvens claras ,
e pelas ondas do mar azul  voltar.
Não foram apenas suas doces  palavras,
dignas de um poeta,
que espera o luar
prá se inspirar.
O que me prendeu a você
Foi tudo isso!
E mais que isso...
Foi a certeza, de que estarias
Sempre comigo
E que e serias eternamente
O meu  abrigo

Lourdinha Vilela



17 de outubro de 2013

Descaso





Não cultivo a tristeza,
ela é quem me quer cultivar.
Sou pétala frágil
me desmancho no ar

Passo a passo
Sigo seus passos
pra descansar
no seu abraço

O que fazer neste espaço,
entre a procura e o descaso,
se vives a me desprezar?
Vem então a tristeza, o meu coração, ocupar

Lourdinha Vilela