Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

3 de outubro de 2013

Braços


Quando me vi, roubada  de mim,
apagou-se o tom rubro na minha face,
quebrou-se as asas do meu pássaro azul- sonho, 
espargiu-se meu  vinho  
meu  mel.
Pelo chão jogadas,
 -as taças.
 Minha boca fechada,
  apagou um  sorriso.
Meus braços porém,
multiplicados para não submergirem à dor.
quiseram abraçar o sol.
Acreditei!
Embora vazia,
poderia novamente
alcançar o céu.

Lourdinha Vilela


24 de setembro de 2013

Anúncio


Por onde andou meu coração,
para colher tantas heras.
Rasgando meus sonhos de plantão.
Daqui e dali
 desenhando flores
 no poema,
suaves e pequenas
 cravos, rosas, açucenas,
perfeitos amores.
As lagartas voaram borboletas
Ah! Meu coração
 e suas sementes
 dispersas
entre
Céus e terras.
Vejo anjos,
 Ouço cânticos.
Trombetas
E o anúncio para quem espera
Nova era.

Feliz Primavera

Lourdinha Vilela
Foto Lu Vilela.






Caminhos.


Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.
Mahatma Gandhi

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Augusto Cury

16 de setembro de 2013





OSTRA

Só você mãe
Que jeito de ostra tem
Suave molusco-músculo
 O teu coração quando vem
E abre-se ao lodo
 que  rejeitas
 que te enodoa,
porém...
sem rancor
da  dor que recebes
E que te magoa
 surgem pérolas
 de amor.
Oh! Mãe
Que a seus filhos perdoa
Não viestes ao mar deste mundo
À toa.


Lourdinha Vilela



Imagem da Internet.

12 de setembro de 2013

NOTURNO


A natureza,se apóia, consola,
  e se abraça mutuamente.
Em seu regaço, árvore mãe,
abriga seus galhos (filhos).
  Brisa e noite
adentram espaços inexplorados
em verde e negro mesclados.
Bailam braços entrelaçados.




Fotos Lu Vilela.

SUAVE E NATURAL

CONHEÇAM MEU NOVO BLOGhttp://suaveenatural.blogspot.com.br/