À minha mãe
Na cristaleira,
guardiã de saudades,
Volto e
revejo os cristais.
Tão antigos
e tão novinhos,
taças de
água e de vinho.
Mergulho no
espelho, no fundo,
no fundo...
não me vejo,
vejo o
carinho,
o espelho limpinho,
refletindo o
zelo,
a boa
vontade.
Tempo e
mocidade, ali escritos.
O casalzinho
do bolo
no copinho
azul de licor,
Ainda
juntinhos dançam, a dança do amor.
E uma nota sozinha, ainda restou,
Da canção cristalina
que o tempo
não quebrou.
Lú Vilela