Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

31 de janeiro de 2013

Flores do Cerrado.


Palmital - MG.  Abril 2012





A força da natureza me surpreende sempre nas flores do cerrado, vejam a delicadeza dessas flores que proporcionam alegria aos olhos de quem as encontrem. Sou apaixonada pelas espécies nativas do cerrado, tanto me fazem bem aos olhos como à alma.  Muitas vezes elas nos dão a impressão de serem apenas frágeis sobreviventes. Noutras tenho a sensação de que são a prova viva da força que vem de Deus. Sem ter  alguém para regá-las nas prolongadas secas, aguardam a primeira chuva e  despertam do seu adormecer  sob solo  ardente,   nos presenteando  com o seu colorido singular.












Fotografia Lú Vilela.

Re-postagem.

27 de janeiro de 2013

Espera

Sir John Lavery


Esgotava-se o sonho,
o pulsar mais forte
no coração aveludado
sobre o sofá,
e o desenho das horas
na agonia da espera.
Hoje seria a última ansiedade

A campahinha a desperta

Por mais que desejasse
se distanciar,
que aflorasse a incerteza em seu olhar, 
E ainda, que a tivesse feito chorar
Validou-lhe o direito de novamente
 Fazê-la sonhar.

Lú Vilela.





25 de janeiro de 2013

Irmãos - mourões.



Hoje acordei com saudade dos meus irmãos.


       Irmãos que partilham do convívio diário na infância, quando se tornam adultos, separam-se e muitas vezes só se encontram em datas especiais. Mudam de cidade, estado e até de país em busca de seus ideais e de sobrevivência.  Adquirem outros hábitos, e até mesmo um novo idioma.      Alguns permanecem ao lado dos pais. Me recordo de muitas brincadeiras entre eu e meus irmãos. De um quintal grande,  árvores, flores e  frutos. Das festas na adolescência, dos primeiros casamentos, dos primeiros sobrinhos. De todas as despedias e chegadas.
       Tudo é tão cristalino na memória. E hoje vendo esta paisagem pensei:  Irmãos são mesmo assim, como esta cerca. Seus mourões se distanciam entre si, mas há uma ligação. É o arame ou a própria madeira, ligando um mourão  ao outro e há um veio de amor ligando irmãos. Mesmo que distantes, estão sempre conectados,e de braços abertos para abraçar e serem abraçados.       
        Com o passar dos anos a madeira das cercas aos poucos se deteriora pela ação do tempo. Também alguns dos irmãos, podem sofrer tropeços, outros vão ficando mais velhos,o que é natural, enquanto os mais jovens  permanecem  firmes e fortes, sustentando a união.
       Mesmo que haja intrigas, desgastes, interesses e outros problemas tão comuns em família, irmãos são para sempre irmãos. Lado a lado,uma cerca viva, de mourão em mourão sempre se dando as mãos.

Lú Vilela 
Imagem retirada do Google.

Luis Carlos da Fonseca


SOFRE, MAS NÃO DECLINES DA CONFIANÇA
QUE SERENO PUSESTE NO FUTURO.
SE ÉS BOM, TENS CAMINHO SEGURO.
O BEM É UMA SUBIDA QUE NÃO CANSA.

SOFRE, QUE  O SOFRIMENTO É UMA ESPERANÇA
EM QUEM DESEJA REVELAR-SE PURO.
-  QUE SERIA O CLARO SE NÃO FORA O ESCURO?
SEM SOFRIMENTO A GLÓRIA NÃO SE ALCANÇA.

NÃO TE ASSUSTEM PEDRADAS.  OLHA O MUNDO
COM OS OLHOS VIRGENS DOS  RELANCES DA IRA.
VÊ QUE O SOLO , FERIDO, É MAIS FECUNDO

E TE SE TENS N´ALMA O CÉU, POR QUE TEMÊ-LAS?
AS PEDRAS QUE O HOMEM CONTRA DEUS ATIRA
AO CONTATO DO CÉU , TORNAM-SE ESTRELAS.!

24 de janeiro de 2013

Uma rosa para Beatriz



MEU SORRISO ONTEM INVOLUNTÁRIO;
HOJE AO CONTRÁRIO RADIANTE DESPERTA
MUTANTE ESSE MEU SORRISO
PELO RISO DE MINHA NETA.