Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

10 de dezembro de 2012

PRECE


Minha prece
Pequenina flor
Que cresce
Chuva de pétala-lágrima
que o coração aquece
voltado ao céu
  a tudo em Ti
Agradece,
 primaveras , verões
outonos e invernos
pois em tudo
 o Teu amor
floresce.

Lú Vilela


As imagens foram retiradas da Internet


3 de dezembro de 2012

ÂNCORA



Se eu estivesse imune à saudade,
não teria este coração pesado,
 nem estes olhos molhados
  ou estas tantas inverdades
quando invento a felicidade.
 Voaria  novos horizontes,
 se meus braços fossem asas,
 eu seria um pássaro
e alcançaria
 a fonte da esperança.
Meus braços porém
são como âncoras
que permanecem  no cais
 das minhas lembranças.
 Neste mar,
que não  encontrei rumo
e nem rima,
 a saudade
 é que faz refrão,
na canção do sempre,
Nidificada em meu coração

Lú Vilela

Imagem da Internet









2 de dezembro de 2012

Adeus

                                                                               
      Teu olhar ficou preso na minha alma

Como palavra na garganta.

Volto várias vezes ao lugar

 da tua partida.

Aqui dentro de mim,

Posso sentir  novamente
     
 o teu olhar, sumindo, doce e triste
                                                                       
Na curva daquele adeus.

Por: Lú Vilela

imagem da internet. 

27 de novembro de 2012

POEMA AO ACASO



Imagino ao acaso
um poema.


São tantas cenas...
Pessoas na rua.
Nosso bom dia,
nosso descaso.
Tantos detalhes,
tudo influindo
 positivamente ou não.
Olhares,
 sorrisos.

Hoje aqui estou,
encostada ao pé de amoras
de dentro do meu quintal,
olhando a  mesma rua
hora vestida de gente,
hora nua.

Vejo um menino
batendo de porta em porta.
Mendigando estava,
porém, ninguém o recebeu.
Sentou-se na calçada
E seu olhar entristeceu.
Vejo um velho, quase sem os seus cabelos
 buscando um pouco de sol.
Um rapaz lavando  seu carro
-táxi.
Uma flor,
Dente - de –Leão
.
Janelas velhas, janelas novas.

Meu olhar e a poesia
 rua afora.
Mas é dia,
busco concentração.
Faço e desfaço versos.
Desisto então.

Cai a noite.
Ela,
é como um canteiro.
se acaso quero
um poema  criar,
e chega bem escura
é hora de semear.
Quando todos dormem
pareço despertar.
Vem a lembrança...
O rapaz do táxi,
poderia estar
recebendo um telefonema,
alguém pedindo urgência,
alguém precisando,
seu táxi usar,
e uma barriga imensa,
querendo se esvaziar.
O moço deixou seu trabalho,
para outro trabalho enfrentar
metade do carro,
ainda  por lavar.
Metade limpo, metade sujo,
assim como  no parto se fazia,
metade alegria
metade dor
E por causa da correria,
a mangueira ligada ficou.
Para o menino pedinte;
A festinha!
Ladeira abaixo, a água descia.
graminhas entre os meios-fios,
com toda certeza ,
agradeciam.
E o menino sapateando o sol
que a água refletia.

Uma rajada de vento,
 levou a flor...
Centenas de pétalas minúsculas
para a cabeça do avô,
que nem sequer percebeu ,
que mais fios ganhou.

E eu encostada à árvore,
por acaso a me encantar...

 A noite escura

agora,

começava

a clarear

por :Lourdinha Vilela


26 de novembro de 2012

MAR


Quando pela primeira vez
Meu  olhar viu o mar
Era um olhar de criança
Apenas quis pular
Nas suas ondas brincar
E me encantar.
Quando pela segunda vez
Meu olhar viu o mar
 Misturou-se a criança
E a mulher agora feita
Brumas dentro de mim
Espuma na areia
Que eu quis tocar
Que eu quis apenas chorar.
lourdinha Vilela

Imagem retirada da Internet
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