Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

14 de novembro de 2012

LAMENTO










No farol ofereci arte
Joguei meu sorriso,
Estendi-lhe a mão.
Você baixou o olhar,
 Atirou-me moedas,
E ali fiquei no chão.

No supermercado
Conduzi seu carrinho,
Joguei meu sorriso,
Estendi-lhe a mão.
Você baixou o olhar,
Atirou-me moedas,
E ali fiquei no chão.

No estacionamento
Lavei seu carro,
Joguei meu sorriso,
Estendi-lhe a mão.
Você baixou o olhar,
Atirou-me moedas,
E ali fiquei no chão.

Na tarde cinzenta,
Presa às ferragens,
Seu olhar me olhou,
Joguei meu sorriso,
Estendi-lhe...

E ali ficou no chão.
.
por Lourdinha Vilela


----------------------------------------------SENSORIAL------------------



AGORA 
 AMANHECEU,
POSSO VER !
 O MILAGRE, ACONTECEU.
A NOITE DESMANCHOU-SE
RECOLHERAM-SE OS FANTASMAS.
AGORA,
SÃO AS BUZINAS E AS VOZES DE CRIANÇAS
SÃO OS TONS DOURADOS DO SOL
 SOBRE O VERDE  ORVALHADO
QUE COBREM OS MEUS PÉS  DESCALÇOS.
SENSORIAL VERTIGEM.
 NADA MAIS ME ATINGE
APENAS ESTA ALEGRIA
QUE TRANSBORDA E SINGE
AQUELA QUE ANTES,
 ERA EU
A SÓS.
A ALEGRIA
QUE GIRA EM TORNO DAS FLORES,
PRESENTE DA TUA CHEGADA.
E AGORA,
MESMO QUE, SÓ POR AGORA, SER
NOVAMENTE 
NÓS


Lourdinha Vilela

Imagem da Internet.





13 de novembro de 2012


QUASE CLARA, QUASE GEMA
POR TANTA BELEZA  GEMA!
A NATUREZA FEZ TROCAR
APENAS

Lourdinha Vilela 

Imagem: Lu Vilela

10 de novembro de 2012

Álcool Ludismo


OLÁ-VINHO

PINGAVIDA

Lá vem o Olavinho!
Passo passinho.
Na mão direita, o vinho,
Na esquerda, o torresminho
Lá vem o Olavinho!
Passo passinho.
No bolso o salário (metade)
Metade é da Lara
A Lara do bar
La Ra Lá, La Ra Lá, a cantarolar
Lá vem o Olavinho!
Passo passinho
Olha o degrau!
Não tem corrimão,
Pancada no chão!
-Olha é o Olavinho!
E as Mãos de carinho o carregam pro ninho
Mãos de filhos ou de mãe, não sei...
De sua mulher, talvez...

Lourdinha Vilela
Imagem da Internet


8 de novembro de 2012




Hoje,  feliz,
tive  um medo!
 A felicidade é tão passageira
quanto sonora,
É como pássaro que canta e voa.
Até quando
 verei o pássaro,
Até quando
 ouvirei seu canto.
A vida dá e toma.
Traz e leva embora,
Fica comigo, Óh Pássaro!
 da felicidade de agora.

Lourdinha Vilela.

Esta imagem foi retirada da Internet

28 de outubro de 2012

Na paz da Poesia.



Ando encontrando espaços dentro de mim.
Estão lá guardando coisas, memórias e sonhos.
-Uma guerreira  encarando frente a frente
traumas adolescentes.
No  campo minado quer explodir agora.
Explosão do que feriu. Meu coração Escarlate.
-Há bálsamos com grande poder de cura
Um  declinar de sol se despedindo, vibrante porém,
aquecendo ainda. É o meu olhar maduro.
E misturando tudo...
-Suspiros  em sinfonia inspirando um norte  de essências,
prelúdio da doce inocência.
-Sou eu vestida de branco. Na paz da poesia.
Se pareço criança, que eu seja então sempre criança.
E que me embale os braços das ilusões.

Lourdinha Vilela




Esta imagem foi retirada da Internet.(autor desconhecido)