Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

10 de agosto de 2012

Canção de amor




...E a tua canção,
a mais perfeita canção..
 para o balé dos meus passos,
rumo à felicidade
dos teus braços.

lourdinha Vilela
Imagem  da Internet

8 de agosto de 2012

Arte Natural


                                                                                  http://www.youtube.com/watch?v=24IfD-0VUu4
O Sol se põe manso,
suave remanso de cores
A cada movimento , um espetáculo esplendido! 
Hora de agradecer ao Criador
Me embriago do amarelo, do lilás 
  
O verde tomando tons de negro
Quer devorar o dia.
O  sol é Astro Rei , 
se impõe ainda, ou.
quer encontrar o luar
Agora aos poucos se esconde,
expressão de quem se deu por vencido
Um pássaro banha-se 
no último raio do sol
A noite aconchega a Natureza adormecida.
Fotografia. Lourdinha Vilela

6 de agosto de 2012

OLHARES



Eu não sei escrever
Sei apenas o quanto gosto
o quanto a minha alma insiste, 
gera palavras,
função enigmática
sem preconceito
sucumbindo a gramática,
quando estas parecem  nascer do meu olhar
e não da minha garganta,
que por vezes me espanta
e as jogo no papel sem pensar.
Qualquer  situação, movimento ,
natureza, sentimento.
Lá estou eu a olhar, 
mais que sentir
Tudo a fluir
Junto letras, crio palavras, pelo meu olhar
Tudo depende do olhar ou da forma de olhar,
Quando  olho para dentro de mim!
Ou quando olho o céu e vejo estrelas,
 ou não!
 Olho o  menino correndo na rua.
Um aceno no portão
 O lago  Paranoá,
 As cadeiras simetricamente dispostas
ao redor da mesa de jantar.
 O sofá na sala,
 E se o meu amor não está...
 Passarinhos, comendo alpiste,
 Olhar sereno de minha mãe
  assegurado por  Deus  
em sua velhice
Olho as nuvens formando ETs
 O cheiro do café
uma imagem barroca
Maria de Nazaré
Olho o trânsito,
 O hospital
 A roupa esquecida no varal.
Olho um colar sem brilhantes
Um livro de artes na estante
A força em muitos,
A fraqueza em tantos
As borboletas, quase não as vejo 





A s flores, essas as quais eu olho mais.
Tudo vive do primeiro olhar
 Tudo é viver a olhar,
Olhar é emoção
 Olho um sorriso,
ou a lágrima  que não molhou o rosto
  e molhou o coração.
Olho alguém, e vejo ninguém
 Olho a cegueira de quem não sabe olhar,
ou prefere não olhar.   
Olho a letra do Nirvana
 Ou Adágio de Bethoven.
Olho para mim
que só quero olhar    
a noite vazia,
 pra fazer poesia
e a rima 
de  nascer o dia.
E novamente ver
O orvalho na janela
Embaçando o meu olhar.


 Imagens da Internet.
Por Lourdinha Vilela

3 de agosto de 2012

acalanto


Mais que a magia de dois seres juntos
Aquela magia
Em que  o universo promoveu o  encontro
Ama r é essa fagulha no meio da palha
O agarrar-se ao alambrado,
 fingindo  atirar-se da ponte.
O soluço, entre risos
O riso, molhado de lágrimas
Ver o tudo onde nada se encontre
O seguir adiante,
 Ao tom do alegre
Ou  tristonho
 Relevante
Até  quando
  do peito se quer  arrancar
O que no coração se acomoda
-O acalanto,
do primeiro sonho.
Onde o amor se resguarda.

Lourdinha Vilela 



Imagem da Internet.





1 de agosto de 2012

ALÉM PARAÍBA - MINAS GERAIS



Voltava  da missa.
A igreja: Matriz de são Jose
Ia pra Granja, não de galinhas
Não por que não tivesse galinhas
Até que algumas  tinha.
Mas esse era o nome da vila onde moravam
Minha avó, meu avô, e minhas doces tias
Maria e Terezinha

O caminho ainda de paralelepípedo
Que quando criança não conseguia falar.
Rua margeada de casas. Telhados coloniais.
Algumas de dois pavimentos
Outras  simples casebres ,intercalando pedreiras
Plantas nativas, mangueiras,
plantas plantadas, replantadas
Nas varandas de pisos vermelho,  brilhante
que davam direto pra rua.
Pontos de ônibus.  Gente amiga, amiga de verdade,
como se faziam  os amigos de antes.
E o cheiro da rua! lembro –me  até hoje, mas não conseguia saber do que
Hoje abri um pimentão verde, e senti o cheiro  que parecia ser,
Aquele cheiro da pedreira molhada, junto com a terra escura, que escorria pela rua
quando a chuva caía, como cai agora, a lágrima quente no meu rosto, não mais
de adolescente, madura, mas, vivente que sente saudade das ruas, do céu azul
 dos bairros,de
Além Paraíba de Minas Gerais, das águas escuras barrentas do rio Paraíba do Sul.
Com certeza eu trocaria esta morada no lugar onde agora estou
Pelo lugar da minha saudade que no  meu coração ficou.


Imagens  da Internet.