Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

22 de junho de 2012

DOIS RIOS





Ah!
Essa vontade que as vezes vem,
de interromper,
 o fluxo desse rio de latas  enfileiradas
que me leva a lugar algum
além de tudo aquilo
que chamam progresso.
 Ingressa nesse mundo,
 estou,
em busca do capital, na Capital.
Melhor estaria no regresso
ao lugar das  minhas  recordações
entre a vegetação.
No rio de água pura
Infiltrar meu olhar cansado
e ver
o coletivo que me apraz,
peixes  enfileirados
 coloridos cintilantes
na minha mente refletindo
um pouco de paz,
enquanto o rio,
mansamente
o meu cansaço desfaz.



Por Lourdinha Vilela

As duas imagens foram retiradas da Internet.
A última especificamente é de Vladmir Volegov

21 de junho de 2012


Nessa tarde
Encontro-me
Sob esse crepúsculo
Que mistura cores
Do amarelo ao vermelho, do azul e branco ao lilás
Com nuvens baixas querendo chover
Ao mesmo tempo querendo reter
Os reflexos do sol
Prá não anoitecer...
Como se um pintor, contemplando  sua obra inacabada
Adormecesse em extase
Embriagado pela própria pintura
Prá não modificar, com um traço se quer,
a beleza  revelada.


Fotografia: Lourdinha Vilela















18 de junho de 2012

Saudade.



Quem é você agora;
Pássaro rompendo a madrugada
à procura do alimento matinal.
Por quantos caminhos tens vagado,
e a tua essência,é ainda, a mesma
do ponto de partida.
 A fome que te consome
não será saciada por semente alguma, que não possua
O néctar das tuas lembranças,
fruto da tua saudade.

Lourdinha Vilela

Re - Postagem

Imagem retirada da Internet.

17 de junho de 2012

TIME- ALAN PARSONS PROJECT-


PUXA PALAVRA



DE ONDE VEM TANTA RIMA
PUXA, PUXA PALAVRA
É IMÃ
NO AMOR, ABASTECE A FALA
NA DOR ADORMECE E CALA
E O SILÊNCIO RIMA COM A SINA
DE SONHAR DESDE MENINA
O SONHO DE FAZER RIMA.


Imagem :Henriette Browne(1829 - 190l) França.