Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

19 de novembro de 2011

Teatro da vida.(Aos meus filhos)





Filhos são como estrelas e a cada dia atuam no espetáculo chamado vida. 
Ao lado deles, nós os pais, estaremos sempre! 

Durante grande parte do tempo no decorrer dessa carreira, encontramo-nos na condição de seus diretores , traçamos metas, revisamos os textos, influímos em seus contextos. Se acaso erram, oferecemos nova chance de regravar seus papéis. Empreendemos tudo que temos para que brilhem, alcancem o topo, e façam jus aos aplausos que acontecerão em forma de conquistas, sucesso e qualidade de vida. Não é fácil se tornar estrela. Na condição de contra-regras, facilitamos todo seu trabalho, amparando, oferecendo préstimos que contribuirão com seu crescimento - conselhos, proteção financeira, etc., principalmente oferecendo carinho e amor, fatores que terão grande influência psicológica na personalidade e desenvoltura de cada um particularmente. Até aí porem, eles se sentem como coadjuvantes e é certo não esquecer que estrelas têm luz própria e um dia teremos que deixá-los livres à procura de outras companhias, de espaços para a montagem de novos palcos  tornando-se atores principais conforme seus anseios. É inevitável que cresçam e escapem do nosso controle. Sendo assim meus filhos, pedimos ao Pai Celeste que os proteja e, mesmo que o brilho  seja ofuscado por algum insucesso ou infortúnio,  que se cerrem as cortinas e que aplausos deixem de soar, reascendam suas estrelas e olhem lá no fundo, seremos seus eternos espectadores, com mil flores para lhes entregar.





VÉSPERA


Não posso esperar agora
Se o esperar já não me espera
Estou contando as horas
Já contei muitas primaveras.
Esperar a chuva cair
Prá depois sair
Esperar esquentar prá não resfriar
Esperar o dia clarear
Esperar o sol se por
Esperar o ano que vem.
Tenho que ser urgente
Somente
Prá ainda poder
Tomar banho de chuva
Ficar elegante no inverno
Fazer poesia de madrugada
Ver as luzes da alvorada
E o ano que vem!
Que seja agora também
Vestida de festa
Que a hora é esta!

Lourdinha Vilela

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18 de novembro de 2011

HÁ UM TEMPO- FERNANDO PESSOA



Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.


Imagem /Net

Livro


A tarde se faz em cores cinza
A tempestade desaponta o domingo preguiçoso
envolto em lençóis de lã.
O livro guardado a mil chaves espera
que de seu leitor favorito,
lhe alcance as mãos quentes, lhe retire o pó,
e recomece a viajem por suas páginas primaveris
 de sol dourado e romances calientes

Lourdinha Vilela
Imagem-Net

9 de novembro de 2011




Não entenda de mim
Apenas dos meus gostos
Dos meus caprichos
Do meu jeito
Das minhas leis
Não quero ser entendida
Apenas por meus momentos
Nem propósitos incomuns
Tudo o que está estampado
Pode ser nada
Se a porta estiver trancada
Procure as chaves
Dentro dos meus olhos talvez
Na lágrima que agora cai.

Lourdinha Vilela

imagem - NET