Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

18 de novembro de 2011

Livro


A tarde se faz em cores cinza
A tempestade desaponta o domingo preguiçoso
envolto em lençóis de lã.
O livro guardado a mil chaves espera
que de seu leitor favorito,
lhe alcance as mãos quentes, lhe retire o pó,
e recomece a viajem por suas páginas primaveris
 de sol dourado e romances calientes

Lourdinha Vilela
Imagem-Net

9 de novembro de 2011




Não entenda de mim
Apenas dos meus gostos
Dos meus caprichos
Do meu jeito
Das minhas leis
Não quero ser entendida
Apenas por meus momentos
Nem propósitos incomuns
Tudo o que está estampado
Pode ser nada
Se a porta estiver trancada
Procure as chaves
Dentro dos meus olhos talvez
Na lágrima que agora cai.

Lourdinha Vilela

imagem - NET

5 de novembro de 2011

O MEU AMOR

Preserve o meu amor por ti
Ele é fonte singular de ternura
Que enobrece o teu viver,
suaviza o lado torpe e talvez tirano
da sua insensatez .
 Entregou a ti o próprio trono
e se deixou submeter aos teus caprichos.
Roga por ti nas tuas quedas.
É  como a chuva e o  sol sobre as plantas
que potencializam a floração,
logo se notam  os frutos.
Preserve o meu amor,
e em sua paz ouvirás
violinos e harpas.
Sonoro é o meu  amor,
Serei sua eterna canção.

Lourdinha Vilela

Imagem -Papeldeparede.etc.com

2 de novembro de 2011

SAUDADE


Quem é você agora;
Pássaro rompendo a madrugada
a procura do alimento matinal.
Por quantos caminhos tens vagado,
e a tua essência é ainda a mesma
do ponto de partida.
 A fome que te consome
não será saciada por semente alguma que não possua
O néctar das tuas lembranças,
fruto da tua saudade.

Lourdinha Vilela

1 de novembro de 2011



-Não me acorde, ó manhã barulhenta!
Buzinas, sirenes e vozes que explodem,
me ferem os tímpanos, me aguçam os sentidos
e me fazem correr rumo à sobrevivência.
Porém dentro de mim o que urge,
é por silêncio.




Lourdinha Vilela.