Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

5 de novembro de 2011

O MEU AMOR

Preserve o meu amor por ti
Ele é fonte singular de ternura
Que enobrece o teu viver,
suaviza o lado torpe e talvez tirano
da sua insensatez .
 Entregou a ti o próprio trono
e se deixou submeter aos teus caprichos.
Roga por ti nas tuas quedas.
É  como a chuva e o  sol sobre as plantas
que potencializam a floração,
logo se notam  os frutos.
Preserve o meu amor,
e em sua paz ouvirás
violinos e harpas.
Sonoro é o meu  amor,
Serei sua eterna canção.

Lourdinha Vilela

Imagem -Papeldeparede.etc.com

2 de novembro de 2011

SAUDADE


Quem é você agora;
Pássaro rompendo a madrugada
a procura do alimento matinal.
Por quantos caminhos tens vagado,
e a tua essência é ainda a mesma
do ponto de partida.
 A fome que te consome
não será saciada por semente alguma que não possua
O néctar das tuas lembranças,
fruto da tua saudade.

Lourdinha Vilela

1 de novembro de 2011



-Não me acorde, ó manhã barulhenta!
Buzinas, sirenes e vozes que explodem,
me ferem os tímpanos, me aguçam os sentidos
e me fazem correr rumo à sobrevivência.
Porém dentro de mim o que urge,
é por silêncio.




Lourdinha Vilela.

21 de outubro de 2011

Feliz


Tenho recebido notícias, tantas
e de tudo,
que às vezes até me desvio delas
para não pirar.
Notícias econômicas
que me colocam em alerta,
de como devo gastar, de tudo que tenho à pagar,
do pouco que tenho, do muito que sonho,
e  perco o sono, e acordo no engano, mas volto a sonhar.
Notícias científicas,
de mil descobertas
que me colocam em alerta
do que posso ou não comer,
 como devo andar ou correr
de  ter que visitar o cardiologista, e todos os outros (istas)
e perco o sono, e acordo, sabendo que preciso  ao menos de oito horas de sono
prá continuar a viver e sonhar.
 Noticias da violência,
que nem precisariam noticiar.
Que me colocam em alerta
mas basta sair às ruas
E com violência me deparar
Notícias esportivas, tecnológicas, religiosas astrológicas,meteorológicas,geográficas,históricas,artísticas ...
Não sei na verdade aonde iria chegar!
Mas eu queria apenas notícias de velhos amigos
 E com os velhos amigos   me reencontrar,
relembrar coisas passadas
como, quando do colegio ao voltar,
 , rindo prá tudo e de tudo,
o  ônibus pegar e dentro do ônibus poder cantar.
Na descida prá casa me equilibrar sobre as guias,
abrir o chocolate que amassou no bolso do jeans
e a cara lambuzar.
Sentir de longe o cheiro de bife
no almoço ou jantar e, ainda
com os amigos apostar,
-Vem lá de casa. E a aposta ganhar.
Como seria bom, noticias sobre a lua escutar
Que ela hoje estaria cheia,
e a rua cheia de gente  despreocupada e feliz encontrar.

Lourdinha Vilela

NAS RUAS.


Vou fechar os meus olhos,
se por eles já fechei minhas mãos,
se por eles não falei aos políticos,
se por eles não gritei aos céus,
se apenas deixei que passassem,
e cuidei para que não me importunassem.
Vou fechar os meus olhos,
pois só agora compreendi,
que em cada um deles, Tu estavas,
que por cada um deles, Tu gritavas,
que aos céus Tu, os levavas,
que em trapos era Tu 
que assim te vestias
e passavas por onde eu bebia e comia,
do pão que Tu me davas
e eu não sabia.
Vou fechar agora os meus olhos,
e em oração vou Te pedir perdão.

Lourdinha Vilela