Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

7 de setembro de 2011

ENAMORADA




Quando em uma mulher
um grande amor se inicia,
seu coração se transforma
em lindo buquê de rosas,
caixinha de bombons,
livro de poesia.
Seu dia é como brisa fresca na relva.
Passarinhos a cantar.
Chega à noite,
chama de Vela prá celebrar.
Quando perde esse grande amor,
seu coração entristece,
os bombons derretem,
as rosas vão murchar,
só restará a poesia,
simples forma,
doce disfarce.
 Em versos vai chorar.


Lourdinha Vilela
                                      Imagem Net.  






                                
 E por falar em bombons...                                       
                                 
 Ai que vontade que dá!








Imagem - Wikipédia.







3 de setembro de 2011

ABRIGO


O que me prendeu a você
não foi apenas o seu olhar
furtando o meu olhar
muitas vezes esquivo
querendo não te olhar.
Não foi apenas o seu sorriso,
fazendo o meu sorriso despertar.
Não foram apenas suas mãos,
a me carregar
por um céu de nuvens claras ,
e pelas ondas do mar azul  voltar.
Não foram apenas suas doces  palavras,
dignas de um poeta,
que espera o luar
prá se inspirar.
O que me prendeu a você
Foi tudo isso!
E mais que isso...
Foi a certeza, de que estarias
Sempre comigo
E que e serias eternamente
O meu  abrigo

Lourdinha Vilela



31 de agosto de 2011

AMOR



Na tua face, a revelação!
A palidez denunciando medo
O rubor explodindo os sentidos
Sem o véu da sensatez
Esquecendo seus limites
Transformando-se. Afrodite.

Lourdinha Vilela
Imagem: Afrodite e Adonis
Pintura em óleo de Sidney Meteyard-1868-1947
Birmingham Art Gallery
Por mais que acreditemos,
Que sejamos otimistas,
A resistência para tocar a vida
Fica mais fortalecida
Se a dois for dividida
  
Lourdinha Vilela

UM CANTINHO



Eu quero um cantinho assim

pra festejar a natureza,
com vasinhos
no descanso das janelas
 e florindo, as violetas,
rosinhas brancas e amarelas.
Do artesanato da Vila
direto para o meu pomar,
uma casinha de passarinhos
 prá acolher as avezinhas
 se quiserem se aninhar.
Um pé de romã, outro de pitangas,
uma bananeira, algumas laranjeiras,
 Quem sabe uma estradinha,
prá gente caminhar, chegar ate o rio...
- Que Vida Boa! -  Será?
Lourdinha Vilela