Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

19 de agosto de 2011

um lugar qualquer




Encontrou-me a saudade
Num banco da praça
De uma rua qualquer
De qualquer cidade
E o meu lamento era um lamento qualquer
Como o de outra pessoa qualquer
Que volta à um tempo qualquer
 Da sua  mocidade.
Deixei o banco sozinho
Na praça da rua daquela qualquer cidade
E parti também sozinha
Com os meus lamentos
E com a minha eterna saudade.
lourdinha Vilela

.CANÇÃO DO DIA DE SEMPRE



Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos

Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,

Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos

Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:

Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,

Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança

Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...


Mário Quintana.

18 de agosto de 2011

MARIO QUINTANA

DAS UTOPIAS                                                                     
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...                  
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas

11 de agosto de 2011

DIA DE ME ENCONTRAR

Sou parte destes dias,
 de poucas alegrias
ou de alegrias contidas
brincando de ser feliz
na felicidade que veste outra aparência,
ou vive de aparência,
na corrida incerta
de me encontrar.                    
Serei então, fácil de achar
se acaso numa certa Praia,
O meu Barco eu deixar.


Lourdinha Vilela.