Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

21 de junho de 2011

ADOLESCENTE NOITE E DIA

Quando sou noite?
É quando me invade a tristeza
Sou um luar de incerteza
Abandono a comida à mesa
 Na Sala de jantar.
Vou daí pro meu quarto
Virar seu porta-retratos
De cabeça prá baixo
Prá você não me olhar.
Ouvindo nossa música perfeita
Entre almofadas lilases
Vejo-me agora a chorar.
Vem então a vontade
De querer fazer as pazes
E poder te encontrar.
Pulo da cama com ares de gata,
Um vestido em preto e prata
Um toque no celular.
 Logo mais, no nosso canto encantado
 Meu olhar em seu olhar...
É o meu momento Afrodite
Pronto prá reconquistar.
O sol brilhou,
Dourado ficou o céu
Sou agora como dia
Sem a lembrança do adeus
Nos sonhados braços teus 
Quero então me eternizar.
lourdinha Vilela

Soneto do Amigo.

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado

Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...



Vinicius de Morais

20 de junho de 2011



“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
(...) Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.(...) Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.(...) Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto: e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo, loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."


Oscar wilde

19 de junho de 2011

The Pretenders - Creep



Verme   (Traduçao)
Quando você esteve aqui antes
Eu não pude nem te olhar nos olhos
Você é como um anjo
Sua pele me faz chorar
Você flutua como uma pena
Em um mundo bonito
Eu queria ser especial
Você é tão especial
Mas eu sou um verme
Sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar

Eu não ligo se isso machuca
Eu quero ter o controle
Eu quero um corpo perfeito
Eu quero uma alma perfeita
Eu quero que você perceba
Quando eu não estiver por perto
Você é tão especial
Eu queria ser especial
Mas eu sou um verme,
Sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar

Ela está fugindo novamente
Ela está fugindo
Ela corre, corre, corre, corre
Corre...

Seja lá o que te faça feliz
Seja lá o que você deseje
Tão especial ...
Eu queria ser especial
Mas eu sou um verme,
Sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar
Eu não me pertenço

18 de junho de 2011

O ENCANTO DA VIDA


 Canções de liras
Em  templos sagrados
ressoam noites e dias
feitiços e melodias

Contos e livros
Heróis enfeitados
sondam os sonhos humamos
despertam brilhos e encantos

Nuvens em blocos
Chuvas em prismas
brisas que tocam o manto
que secam todo um pranto

Em dias de paz
cores de gris
tempos atrás
em dias tão sós
flores de lis
cheiro de vida
tão divididas
tão escondidas.


Bruno graciano