Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

17 de junho de 2011

DENISE EMMER - ALLOUETE


-Lutarei para ser feliz, e até mais!
Ainda, que tenham me arrancando
 O coração sonhador, vibrante
E colado apenas um músculo. Concreto armado
Ao mesmo tempo suavizado,
Na perspectiva do encontro
De horizontes azuis cintilantes 
 Ah!  Esse meu coração e suas viagens, surreais
lourdinha Vilela

Imagem Word press

15 de junho de 2011

VIPER - MOONLIGTH- PorSueetcryzeseventeen

AGONIA DAS ROSAS- Repostando


Suaves movimentos
Saboreando o sol
Rosa e botão
Namorando o vento

Rosa menina
-Eu plantei!
-Do amor pelas rosas
-Seu nome roubei

Sonho fecundo ao transformar
Amor em adubo
E da terra esperar
O presente oriundo


Agora - O momento!
Tormento, vontade
Rosa querendo
O fruto do amor, rosa e botão
Impulso de crime
Ou paixão?

Rosa e tesoura
Tesoura e a rosa
Tesoura e botão
Rosa correndo
O presente nas mãos
Sangue verde
Verde emoção.

 E agora!
O vento e a roseira
Como no adeus, solidão...

Na mesa da sala
Vaso em cristal
Água fria, fria...
Alimento final.

Rosa menina contempla...
Sem movimento
Sem brilho do sol
Namoro do vento

Dias de dor,
Ritual
Pétalas caindo
Botões ambíguos
Terminal.

Lá Fora
Rosa e a roseira
O Sol e o vento
Espera e momento
Surge um botão
E da natureza o perdão.
    
  Lourdinha Vilela

Imagem- web






14 de junho de 2011

LAGOA DE PALMITAL- MG - Lu Vilela


 Nessa tarde

Encontro-me

Sob esse crepúsculo

Que mistura cores

Do amarelo ao vermelho, do azul e  branco ao lilás

Com nuvens baixas querendo chover

Ao mesmo tempo querendo reter

Os reflexos do sol

Prá não anoitecer...

Como se um pintor, vislumbrando sua obra inacabada

Adormecesse em êxtase

Embriagado pela própria pintura

Prá não modificar com um traço sequer

A beleza revelada...