Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

2 de maio de 2011

JOSÉ SABÓIA

José Sabóia do Nascimento,nascido em Almadina -Bahia em l949.
Artista autodidata começa a pintar em 1967, um ano depois de chegar ao Rio de Janeiro,vindo da Bahia.Suaobra  caracteriza-se por abordar a temática popular,especialmente o futebol.
Faz sua primeira exposição individual em 1970, no Ideal Club, em fortalezs-Ceará.
Realizou inúmeras exposições nas principais cidades Brasileiras e com maior frequencia,no EixoRio-São Paulo.
No exterior expôs individualmente em São Francisco-USA e Munich-Alemanha além de participar de coletivas em vários paises, principalmente na França, com exposições realizadas pela Galerie Jackeline Bricard e uma presença cativana Galerie  Naifs Du Mond Entier em Paris.
José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges quando, seu  quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 21 paises.
A premiação que originou o convite da Galeria Kaspes para realizar uma exposiçao individual.
 Veja algumas de suas obras:
Namorados
Namoro na rede
Painel                                 Consulta:Galeria Espaço Arte M.Mzahi.
Velas







1 de maio de 2011

SAGA TRABALHADOR

Guardai- me, Ó Terra Querida
De querer na vida o poder do Poder
Do trabalho escondido, por baixo dos panos
Prá trabalho não ter.
De manchar tua bandeira, com golpes
Cuecas, pacotes,escândalos,corrupções
Caixas, meias, envelopes
Sujar o sagrado ninho
Estrangeiro ser
Quero minhas mãos calejadas,
A luta sagrada, do sustento e do pão
Mil vezes a liberdade de lutar
Contigo e por Ti
A perder de Ti
O orgulho de ser Teu cidadão.

por Lourdinha Vilela


IMAGEM - JOSÉ SABOIA
 

Canção do dia de sempre




Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência....esperança

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

28 de abril de 2011

Jardins



Temos dentro de nós, um imenso jardim, e ele fica ali esperando que cuidemos dele e assim brotem lindas flores.
Meu jardim anda florido, tenho sonhado muito e considero os sonhos um excelente adubo, eles aumentam a nossa auto-estima, nos faz sorrir, abrem caminhos e saídas. Quando tenho um sonho e algum projeto em mente, sinto que ele se torna mais bonito ainda.
Para manter um jardim precisamos estar atentos, não deixar que faltem nutrientes. O amor é base de todo adubo. Tenho plantado muitas flores durante a minha trajetória de vida: As florezinhas da amizade. Algumas delas enfeitam meu jardim desde a infância, e por mais que me esqueça de regá-las elas continuam lá, sempre prontas para se abrirem como num abraço quando preciso. Essas carregam consigo o perfume da lealdade. Se pretendermos manter as flores da amizade e da convivência, será preciso cultivar outra florzinha preciosa, a flor do perdão que é excelente e contribui com a variedade, evita problemas cardíacos e dizem até o câncer. Tempos atrás nasceram lindas flores, alias as mais belas que ainda cultivo até hoje com toda a dedicação, elas representam os meus filhos. Sei que todo o meu esforço no sentido de mantê-las firmes, sem que se quebrem uma de suas folhas, ou fiquem sem vida, ainda é pouco. A minha própria felicidade depende do seu crescimento e de seu florescer. Sei porem que um dia essas flores fecundarão em seu próprio jardim e se multiplicarão...
Dessas flores, apenas uma, a mais tenra e doce rosinha branca se separou de mim, fisicamente é claro, não porque me descuidei dela, mas porque Deus, talvez vendo a sua infinita pureza e beleza, resolveu colhe-la para enfeitar o céu. Por conta disso outra florzinha quase morreu, era a alegria que se encontrava bem ao centro, essa eu levei alguns anos para cultivar novamente.
Algumas vezes em determinadas situações, sentimos que ervas daninhas se alastram por nosso jardim e tentam acabar com toda sua beleza. Mais uma vez temos que ficar atentos, são ervas do ódio, da inveja, do egoísmo, da ingratidão. Precisamos colher as sementes do Amor-Perfeito e espalhá-las, afim de que sustentem a floração durante a nossa vida inteira.
Por falar em amor e apesar do Mau me quer e Bem me quer, ao meu grande  amor dedico todo esse meu jardim, que cultivamos dia após dia, lado a lado.
Lourdinha Vilela
Frase de Mário Quintana:
- “O segredo não é correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.”

27 de abril de 2011

Cidades...


Vejo cenários nas ruas. São crianças, com pezinhos descalços, jovens, velhos dispostos nas calçadas com expressões de lamento. Cenários escuros e silenciosos.
Muitas vezes nos sentimos assim também, abandonados, desconsolados, vazios e entorpecidos por algum sentimento de dor. Porem chegando à nossa casa tomamos um banho quente, ouvimos música, conversamos com alguém e tudo passa e muda. Nas ruas o cenário não muda e aquelas pessoas continuam lá. Fazem parte do ambiente, rodeadas por vitrines luxuosas.  Imagino a cidade como um corpo que tem alma. A parte externa está bem, protegida da chuva, do frio, do calor, mas a alma está triste, na sarjeta. Nossa cidade é um corpo, corpo e alma. Sua parte física são os prédios, casas, carros, somos nós que temos emprego, um teto, estabilidade e identidade. Sua alma são mendigos, drogados, transeuntes do infortúnio, jogados à própria sorte, figuras de um quadro onde a moldura é de ouro e a pintura está ruindo, se desgastou pelo sofrimento e intempéries. Precisa de restauração. Continuamente passamos e verificamos que a alma da cidade está triste, sem abrigo ou consolo, e apenas passamos, nos omitindo, com medo de nos aproximar um pouco mais dessa realidade e oferecer ajuda concreta. Somos espectadores e nos preocupamos mais com a moldura, afinal ela enriquece e valoriza a obra, mesmo que o tema seja esse, desolador e triste. Hoje porem, fiquei com medo de nada fazer, de perder o elo que me faz semelhante Àquele Restaurador Divino no qual acredito e acreditam essas pessoas possa lhes cobrir com tinta nova.