Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

19 de abril de 2011

Relax

 




Ao Cansaço do dia

Misturei meus versos

E me embalou a poesia

Lourdinha Vilela





Alberto Caeiros


Não me importo com as rimas.Raras vezes
Há duas árvores iguais,uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor.
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior.

Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se o vento...

Pescaria




Num cantinho de Minas
Na cidade de Palmital
Vejo um barco na lagoa
Lá se vão os meus amores
A pesca vai ser boa
Quando a noitinha chegar
Vão voltar os meus amores
Com mentiras prá contar
Como todos os pescadores.

18 de abril de 2011

Véspera

Não posso esperar agora
Se o esperar já não me espera
Estou contando as horas
Já contei muitas primaveras.
Esperar a chuva cair
Prá depois sair
Esperar esquentar prá não resfriar
Esperar o dia clarear
Esperar o sol se por
Esperar o ano que vem.
Tenho que ser urgente
Somente
Prá ainda poder
Tomar banho de chuva
Ficar elegante no inverno
Fazer poesia de madrugada
Ver as luzes da alvorada
E o ano que vem!
Que seja agora também
Vestida de festa
Que a hora é essa.

Por Lourdinha Vilela.



CIÚME





Não te importes com meu pranto
Mas te espantes ao silenciar
Enquanto corre essa lágrima
Consolada, não vou me vingar
Se me encontras calada porem
Minhas garras estarão afiadas
Melhor não te aproximar.
Meu ciúme esconde a face
Para ocultar meu desafeto
Enquanto arde a fogueira
Não te quero ver por perto.


Por lourdinhaVilela