Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

10 de abril de 2011













No espaço entre os braços no abraço
Há sempre uma inquietude
A incerteza de ser ou não ser amada

9 de abril de 2011

AOS MEUS FILHOS


Filhos são como estrelas e a cada dia atuam no espetáculo chamado vida.
 Nós, seus pais, procuramos  estar sempre ao seu lado deles.  Durante grande parte do tempo no decorrer dessa carreira encontramo-nos como os seus diretores e traçamos metas, revisamos os textos, influímos em seus contextos. Se acaso erram, oferecemos nova chance de regravarem seus papéis. Empreendemos tudo que temos para que brilhem, alcancem o topo, e façam jus aos aplausos que acontecerão em forma de conquistas, sucesso profissional  e consequentemente qualidade de vida. Não é fácil se tornar estrela.  Na condição de contra-regras, facilitamos então todo seu trabalho, amparando, oferecendo préstimos, ajuda financeira,  etc., que contribuirão com seu crescimento,  principalmente oferecendo carinho e amor, fatores que terão grande influência psicológica na personalidade e desenvoltura de cada um particularmente. Até aí porem, eles se sentem como coadjuvantes e é certo não esquecer que estrelas tem luz própria e, um dia teremos que deixá-los livres à procura de outras companhias, de espaços para a montagem de novos palcos e tornarem-se atores principais conforme seus anseios. É inevitável que cresçam e escapem do nosso controle. Sendo assim meus filhos, pedimos ao Pai Celeste que os proteja e, mesmo que o brilho dessas estrelas seja ofuscado por algum insucesso, que se cerrem as cortinas e que aplausos deixem de soar, reascendam suas estrelas e olhem lá no fundo da arquibancada, seremos seus eternos espectadores, com mil flores prá lhes entregar.

Feliz Aniversário!

7 de abril de 2011

A RUA

QI  14 Conjunto U


Em nossas lembranças        
Existe sempre uma rua
Estreita, larga, florida
Asfaltada ou bem simples de terra
Cada um tem a sua.
Aquela em que hoje mora,
Aquela onde morou,
Que fez chorar quando foi embora,
Que fez sorrir quando voltou.
A rua das minhas lembranças
Tem sabor especial
Assim como todas têm
Aquela que nos viu crescer
Que guarda amizades
Brincadeiras também.
Na minha rua,
Logo pela manhã
O sol se filtrava entre os galhos de acácias,
Eras e Flamboyants, muitas Hortências.
Era bom acordar, passar sob as árvores,
Sentir o perfume das flores em evidência.
Quanta saudade!
A gente jamais se esquece daquela rua
Sinônimo da adolescência.

por Lourdinha Vilela

5 de abril de 2011

ADEUS GRANDE AMIGO




 Tentei não chorar!
Lágrimas jamais  
Combinaram com teu sorriso
Ou tão pouco
Com a tua risada
Que sempre marcaram
Tua chegada.
Bem aqui na nossa rua,
Enquanto sorria
De longe se ouvia
Toda gente sabia que estarias lá.
Tentei não chorar!
E esquecer nos domingos,
Tua voz a cantar
Louvando a Deus
Com teu violão
Em frente ao altar.
Agora porem,
Vendo tuas fotos
Por toda a casa
Bateu saudade
Com ela a vontade
Que estou de chorar.
 Sentindo a ausência
De seu doce olhar
A mim permiti
Uma lágrima cair
Ao menos que fosse
Tão somente
Prá te homenagear.

por LourdinhaVilela












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