Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

22 de setembro de 2017

Imagem daqui
/www.socialdub.com/topic.php?tid=42069&pg=6



Uma casinha,
Uma mesinha na sala
Um vaso sobre a  mesinha
Uma margarida solitária.

Feliz Primavera.

18 de setembro de 2017



Vem sonhar
Antes que o ocaso anuncie
o declinar do sol 
e anoiteça nossas vidas.
Podemos ainda espalhar nosso amor
cidade afora.
Nosso riso, preencherá  os espaços
entre nossos braços nas calçadas.
Com os pés descalços
percorreremos    alamedas  e  labirintos
desse chão de palavras  sussurradas. 
Vem sonhar
 Deus abraçou nossa prece
 e fez nosso amor eterno
Como a pureza do Altar.

Lourdinha Vilela

Imagem da internet

Reeditando

Foto de palmital- MG, lugar onde nos sentimos muito felizes,   eu e minha família.



9 de agosto de 2017

PAI. (In memoriam)







Não sabia o que o seu olhar queria me dizer,
Ao menos não entendia ser, o que eu quisesse ouvir .
Ele era de poucas palavras,
E quando elas acendiam seu olhar
Eram sempre  sinônimos do medo,

Da insegurança de quem conhecia o mundo
Pela  própria dor,

 Apenas queriam me defender dos dissabores da vida.
O seu abraço, sempre tardio, vinha
E eu escutava o seu pedido de desculpas
De certa forma me sentia  protegida.
Hoje    sou capaz de  entender ,
Cada gesto, palavra e até o seu olhar
O seu abraço perfuma minha memória.
 É dele que eu me recordo mais.
Hoje sei que o amor é a razão dos sentidos


Obrigada Pai.

A imagem é daqui.
http://razoesparaacreditar.com/artes/belissimas-ilustracoes-mostram-o-amor-de-um-pai-por-sua-filha-pequena/

5 de agosto de 2017

Em busca do sorriso.



Preciso recarregar meu sorriso.
A expressão mais precisa da felicidade.
As dimensões do rosto , se devem minimizar
Tamanho o  sorriso .
E ele partirá do olhar.
O que vejo pode me fazer sorrir ou chorar;
Na sala de estar , pequeno espaço dentro
De outra sala de estar,
 Lá está o sofá, onde eu devo , permaneço o estar
Triste...
 E o sorriso  à buscar. 
O sorriso, branco, como o sofá, a parede.
 A cortina branca está.
Uma tevê, 
O noticiário mostra  uma gente engessada,
 Repetindo  as repetições.!
Os anúncios de um carro, uma marca  de leite, outra, de um creme dental.
Um sorriso!

Um deleite


Nada há igual.
Um sorriso que brote de dentro.
De amigos juntos.
De bobas palavras.
De babar de sorrir.
Onde ele estará..
Um quadro na parede é uma outra sala
 E  pendura uma paisagem morta,
A  mata, o rio , o céu, o sol,
E uma vontade de estar,
Na sala do mundo  verde, do céu azul, do sol.
 De cabeça para baixo, o céu é o rio
 Posso pensar no peixe
feito de nuvem a nadar
 Lá  quero estar.
Sob a chuva de folhas miúdas
Que caem dos Angicos
Milhões delas haverá.
Tapete verde  pisar.
Na tomada da mata 
Meu sorriso recarregar
Alimentar os  pássaros
E em suas asas
meus sonhos voar. 
Lourdinha Vilela.        









12 de julho de 2017

Cotidiano

Imagem da Internet




Perto da minha casa,
Aqui no bairro,
Tem um comércio bom!
Tem farmácia, tem padaria,
Lotérica e um mercadinho.
Mas se tem uma lojinha
Que me encanta
é o tal do armarinho;
Nem tão grande , nem pequeno
Do tamanho de um ninho,
Pois lá cabem sonhos
para sonhar bem miudinho;
Lantejoulas, lãs e linhas
Fitas, carretéis,
Lápis preto e coloridos
Uma grandeza em papéis
Tintas , pincéis e telas
Material escolar
Apontador, borracha, cartões
Bonecas de pano e bisqui,
Tesoura, alicate, pinça
Agulhas, e botões.
Bijuteria barata,
Banhada com cara de festa,
Plásticos a mil
Agendas,  carretilhas ,caixinhas
Bateria pro celular
Etc.
Coisinhas para o Natal
Dia das mães e São João
Fantasias para o carnaval
Um mundo de trecos
Para o artesão;
E a se precisar
Trocar  o botão do jeans...
É assim.
Um tudo de tudo, tem!
Se você pensou em alguma coisa
Pode contar,  tem também
Um estande na entrada,
 Mesa guarnecida,
 Louça de porcelana  branca
 Te convidam para um café.
Mas não pense que  é de graça,
A Dona esperta é,,
Se comprar alguma coisa
E mostrar o comprovante
Logo te servirão
um café espumante.
Vai açúcar ou adoçante?
Queijos   presunto  e mortadela.
Tudo pra chamar  clientela,
 Sequilhos de polvilho
Com recheio de goiabada.
Tem  tapioca quentinha,
Mas o dono da padaria
Não está gostando de nada.
 Ah!! Se eu ganhasse um milhão,
Faria uma proposta
E compraria
O Armarinho da Conçeição.

 Lourdinha Vilela


 











19 de junho de 2017

Sol de inverno. Chegando




O sol e eu


O Sol
Astro Rei-na no meu coração.
Enamorado da lua, ofusca-me
 na contraluz do
 seu raiar
Ainda assim,  
o sigo
 a buscar  sob densa névoa,
quando de mim se esconde
 e reaparece,  aqui e acolá.
Não vê que espero no seu abraço,
 aquecer-me do frio intenso
 e penso... no sol do meio dia,
 cascata de orvalho
nas folhas, que decidiram ficar
agarradas aos galhos,
do outono a zombar.
A tardinha porém,
 irei encontrar,
um sol soberano
ainda a  brilhar.
 No horizonte
tons de rosa e lilás.
Dourados nos meus cabelos,
que levo comigo 
até a noite chegar.
Ciúmes da lua
tímida no céu
a nos espiar.
Lourdinha Vilela






30 de maio de 2017

Na paz da poesia

Imagem da Internet.

Reeditando



Ando encontrando espaços dentro de mim.
Estão lá guardando coisas, memórias e sonhos.
-Uma guerreira  encarando frente a frente
traumas adolescentes.
No  campo minado quer explodir agora.
Explosão do que feriu. Meu coração Escarlate.
-Há bálsamos com grande poder de cura
Um  declinar de sol se despedindo, vibrante porém,
aquecendo ainda. É o meu olhar maduro.
E misturando tudo...
-Suspiros  em sinfonia inspirando um norte  de essências,
prelúdio da doce inocência.
-Sou eu vestida de branco. Na paz da poesia.
Se pareço criança, que eu seja então sempre criança.
E que me embale os braços das ilusões.

Lourdinha Vilela

13 de maio de 2017







Coisas para te dizer 


  MÃE


Imagem da Internet.,

Sabe mãe!


A sua voz agora rouca,
muitas vezes baixinha
E mesmo assim,
ainda é, como o declínio do sol,
Um ocaso de infinita beleza 
pois soa tão forte e brilha  dentro de mim...
E eu quero mãe, 
sempre te ouvir,
para aprender de você
 coisas
que um milhão de mundos
não saberiam me dizer

Lourdinha Vilela. 

5 de maio de 2017



Ameaça



"Guarda meu canto em teu coração,
O meu encanto em tua alma,
Ou  faça  parar os  dias,
As horas
Desacelere a ganância do   mundo
Antes que nem mesmo
 As minhas asas
possam me salvar."

Lourdinha Vilela

8 de abril de 2017

À deriva





 Sempre quis desenhar  uma paisagem com barquinho.
  Na minha infância, quando viajava com meus pais pelas  terras de Minas Gerais, eu via os morros ao longe . grandes pedreiras azuladas devido a distância, fios de águas que desciam delas.
. A imensidão das matas  com  árvores floridas, me faziam querer sair do carro, se pudesse, me tornaria um anjo e voaria até lá  para depois descer   tocando  com meus  pés  aquelas estradinhas que   recortavam   o verde.
  De repente a geografia mudava meus sonhos  e  em outro quilômetro qualquer, avistava  barcos à margem dos rios ou riachos e lá meu coração também ancorava, eu eu queria brincar nas águas como um peixinho, ou  conduzir o barco,  remando entre as pedras.


Ao entardecer  tudo ia perdendo as formas, e monstros se formavam  no desenho das árvores,  na 
verdade toda a paisagem ficava para trás quanto mais avançávamos e alcançávamos ao amanhecer  os traços  da vida urbana.


Hoje sou um barco à deriva na cidade grande. 
A imensa paisagem das luzes artificiais não  clareiam minha alma,  e até fazem arder meus olhos
quando choro pelo sonho não alcançado ainda.  O Sonho de morar definitivamente junto a natureza. ouvindo o canto dos passarinhos.  Por enquanto,   O rio  escorre pelo meu rosto.




Lourdinha Vilela.


Imagem da Internet


Essa vontade que as vezes vem,
de interromper,
 o fluxo desse rio de latas  enfileiradas,
que me leva a lugar algum
além de tudo aquilo
que chamam progresso.
 Ingressa nesse mundo,
 estou,
em busca do capital, na Capital.
Melhor estaria no regresso
ao lugar das  minhas  recordações
entre a vegetação.
No rio de água pura
infiltrar meu olhar cansado
e ver
o coletivo que me apraz,
peixes  enfileirados
 coloridos cintilantes
na minha mente refletindo
um pouco de paz,
enquanto o rio,
mansamente
o meu cansaço desfaz.




Lourdinha Vilela
Reeditando 








7 de abril de 2017





Imagem da Internet..



Sei dos sabores que adoçam essa manhã.
Braços abertos ,
interpreto nos parques
a dança dos pássaros.
Névoa densa!
Como  criança, absorvo,
doce algodão.
Não haveriam momentos assim
Se não houvesse um coração
Que bate por Ti.
Dentro dele, esperanças,
renovam -se, na Tua força,
buscam incessantemente
fagulhas de um sorriso,
e o  sol tímido doura as folhas
na pintura interior. 
Não haveriam momentos
dessa imensa paz
Se não houvesse um coração
Que bate por Ti.
O vento ensaia canções
contornando as árvores.
Observo novamente o voo das folhas
que se jogam ao chão.
Ciclo do outono,
 Perfume de chocolate nas mãos.
Nos cabelos  fios brancos,
demandam maturidade, reconhecimento ,
conciliação. 
Na imensidão do Universo,
estradas minúsculas
Alcançam objetivos
 e sonhos,
cada um ao seu tempo.
Trilha de formigas.
E agora...
Intenso sol do meio dia.
Não haveriam momentos assim
Se não houvesse um coração
Que bate por Ti e em  Ti
Senhor Jesus Cristo.

lourdinha Vilela

28 de março de 2017




Lourdinha Vilela

 Dizem de mim:
 A brisa,
 A calmaria,
 A lagoa
 Digo de mim:
 A ventania
 O burburinho,
  O mar revolto.
 Inquieto coração
 que ex- pulsa
 o que soluça,
 ao escrever
 o que amanhece
 sem medo
 do anoitecer



15 de fevereiro de 2017



CONTRADIÇÃO
Lourdinha Vilela

Para que não mais, sejam mutiladas,
Para que não chorem a própria seiva
a derramar,
Para que não sejam rebaixadas
à superfície do solo,
Para que ainda abriguem pássaros
e os sonhos de brincar,
Para que dancem  altivas,
mesmo que serenas,  ao toque do vento,
é que me  ponho  no altar e rezo
Genuflexa,
sobre a fração nobre, moldada e estendida
de um jacarandá







JACARANDÁ
Árvore de porte médio, que atinge cerca de 15 metros. De copa rala, arredondada a irregular, folhagem delicada, é uma árvore decídua a semi-decídua. Seu caule, 30 a 40 cm de diâmetro, é um pouco retorcido, com casca clara e lisa quando jovem, que gradativamente vai se tornando áspera e escura com a idade. Suas folhas, que medem 40 cm de comprimento, são opostas e bipinadas, compostas por 25 a 30 pares de pequenos folíolos ovais delicados, de coloração verde-clara acinzentada, e se concentram na extremidade dos ramos. No inverno, o jacarandá-mimoso perde suas folhas, que dão lugar às flores na primavera. Suas flores são duráveis, perfumadas e grandes, de coloração azul ou arroxeada, em forma de trompete e arranjadas em inflorescências do tipo panícula. A floração se estende por toda a primavera e início do verão. Os frutos surgem no outono, são lenhosos, deiscentes e contém numerosas e pequenas sementes. O fruto é cápsula lenhosa, muito dura, oval, achatada, com numerosas sementes.

Nativa da Argentina, Peru e Sul do Brasil.
Espécie pioneira, ocorre nos estados de São Paulo e Minas Gerais, nas formações florestais do Complexo Atlântico, como nos brejos de  altitude do Nordeste do país . Pode ocorrer também em formações de cerrado, também na região Nordeste.
Fonte Wikipédia