Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

28 de junho de 2015

O meu amor sabe...





Sabe dos galhos entrelaçados das árvores,
 Abraço e abrigo.
 Nos entrecortados das matas,
 Sabe dos ninhos escondidos
Feitos fio a fio pelos passarinhos.
Sabe das estações,
 De suas cores,
 Seus tons, calores,
 Arrepios do  frio,
cobertores primaveris
 o solo  de flores.
Secas plantações.
Da Cheia das águas,
Das mágoas
Das orações.
Sabe ler as horas pela sombra do sol.
Sabe o barulho dos bichos
 E se não é bicho, cuidado é preciso ter.
 Sabe com Deus o dia  tecer.
Sabe dos rios, dos barcos, dos peixes, das iscas,
De saciar a fome.
E para a minha emoção,
Da minúscula flor, sabe o  nome,
 Dos tamarineiros, dos figos, das laranjeiras,
 Aboboreiras  bordando o chão.
Espuma de sapos.
Canto das cigarras.
Das tanajuras,
o voo nupcial.
 Das madrugadas
Ao nascer do sol,
O arrebol.
 Acordar com o relógio dos galos no quintal.
Da lanterna dos pirilampos,
Faiscando na escuridão.
Sabe do luar,
 Clareira para sonhar,
 Viola para acompanhar.
Prelúdio  de amar.
E quando meu coração
 Aporta
Na enseada da solidão,
Sabe da canção
 E diz
Que é para me fazer feliz.

Lourdinha Vilela











22 de junho de 2015

video

Bom dia, queridos  amigos,  

Fiz esse pequeno vídeo às margens do Rio Paracatu, na cidade de Brasilândia de Minas Gerais. 
 Minha câmera, não é lá essa grande coisa,  mas gostei do resultado,  Filmando um pouco ao longe da cena mas dá pra ver direitinho, Não sei usar o zoom  para filmagens, mas é só clicar para aumentar a tela. O dia estava nublado
 Beijos, 
Estou aprendendo.













fotos Lú Vilela


9 de junho de 2015

Imagem da Internet. By Flávio  Brandão.


Não sei fazer queixas
Antes me calo
Deixo com o meu silêncio
A queixa a estampar
O tempo passa..
leva, conserta
e de volta
 Irá me encontrar
cantando nas manhãs
Nos campos de lá...
Eis a minha mágica
na tormenta atemporal 
A minha mania de pássaro
Quiçá
Um sabiá.

Lourdinha Vilela

5 de junho de 2015

O livro


Lá fora, a tarde
Se faz em cores tristes
O cinza desaponta
 O dia é preguiçoso 
Envolto em lã.
O livro guardado na estante à  espera
  De um leitor que lhe alcance 
 Lhe retire o pó
E  inicie a viagem por suas páginas primaveris
de sol dourado e romances calientes. 

Lourdinha Vilela