Poesia

A Poesia alcança as fadas, encanta a chuva na madrugada, acompanha os ébrios nos dormentes e se mistura à solidão nas calçadas.

25 de novembro de 2013

Triste canção.

I
Imagem do Google.

Ele me cercou por entre outras pessoas, tinha um olhar perdido, puxei a bolsa.
Em  frente às lojas, muitos enfeites, bolas coloridas e luzentes registravam a aproximação do Natal. Nem mesmo a canção argumentativa, nem o clima, nada me tiraram aquele arrepio.
Apertei o passo e me afastei trêmula.
Ele tinha aproximadamente 14 anos.
- Pedia ajuda? – Não soube... -Nem sei onde, quando ou em que ponto da minha vida, meu coração ocupou com o medo o lugar onde deveria se encontrar apenas a caridade.

Lourdinha Vilela.

11 comentários:

  1. Infelizmente, nem no clima natalino, podemos estar pensando apenas em caridade. Pessoas más aproximam-se, causam medo, pois vemos tanto, lemos tanto sobre isso, que até da sombra tememos nessas aproximações! beijos,chica

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  2. Oi, Lourdinha... a sua profunda experiência e percepção da realidade nos leva a um impasse de como conseguir conciliar a alegria do Natal com a carência ´de todo o tipo que ainda existe na nossa própria gente.
    Um abraço

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  3. Oi Lourdinha,sempre ficamos temerosos com a presença de alguém que nos pareça suspeito.
    Obrigada da visita e comentário
    Bjs
    Carmen Lúcia-mamymilu

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  4. Oi Lourdinha, hj é mesmo difícil né, vivemos com medo nunca temos certeza se é pedido de ajuda, ai não tem jeito acabamos errando mesmo, bjs.

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  5. Eu temo pelo meu não temer
    Peno por ter que policiar meu coração mole
    Não quero me acostumar, julgar
    Mas preciso zelar pela minha segurança
    Mescla necessária e difícil de dosar

    Fazer uma oração por nós e pelo outro bom ou mal, ser sutil nós gestos, expressões e ter esperança em um mundo melhor.

    Dia de paz pra vc :)

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  6. Bom dia amiga vim conhecer seu cantinho e ja estou te seguindo te convido para conhecer o meu tbm, ficarei feliz em ter vc lá...bjsss

    http://cantinhodajanaartes.blogspot.com.br/

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  7. Olá amiga!
    Cada vez mais andamos desconfiando dos outros! A vida obriga-nos a estar à defesa...às vezes de forma errada. Mas quem não erra?!
    Um abraço.
    M. Emília

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  8. Olá Lourdinha,

    Infelizmente, a violência reinante nos torna naturalmente assustados e precavidos.
    Qualquer aproximação suspeita gera medo, nos impulsionando a afastar rapidamente, mesmo com o coração doendo por pensar que poderíamos ajudar de alguma forma. Na dúvida, melhor seguir o instinto e se resguardar.

    Beijo.

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  9. Acontece tanto Lourdinha e nos sentimos culpadas.
    Um olhar o medo se instala _ nem sempre aquele olhar prometia insegurança mas somos condicionadas por tudo que vivenciamos _ outro dia me afastei um pouco de um senhor e ele me olhou fixamente ,entendeu e cumprimentou de forma grosseira .Eu entendi também e me envergonhei.
    E assim caminhamos.Até quando? ou até onde iremos?
    um abraço kirida

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  10. Amiga, aconteceu tantas vezes comigo! Mas não saberia descrever em tão poucas palavras, só vc consegue. Ah, como admiro seu estilo!

    Na ocasião tbm me senti péssima por não estender a mão a alguém, que talvez quisesse apenas ajuda e não levar a minha bolsa. Nunca saberei e isso me incomoda.

    Um bjão, adorei seu relato! Claro, simples, objetivo.

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  11. Triste canção para uma realidade cruel...

    Desculpe a ausência, Lourdinha! Final de ano o trabalho dobra nas escolas e
    pouco tempo para as leituras que gosto...

    Ótima noite e obrigada pelo carinho das visitas!!!

    Beijo :)

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